Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
O Planalto fez tentativas, mas não conseguiu impedir a aprovação do relatório do PL Antifacção, proposto pelo deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que é secretário licenciado de Segurança de São Paulo. O relatório foi aprovado com uma ampla maioria na Câmara na terça-feira. O texto obteve 370 votos favoráveis e apenas 110 contrários, evidenciando, mais uma vez, a fragilidade do governo no Congresso. O texto estabelece o agravamento de penas, a criação de novos tipos penais, a ampliação dos poderes de investigação e regras específicas para líderes de facções. O PT votou contra o parecer, alegando que o relator estava sendo político.
Em meio a uma derrota avassaladora, o governo conquistou uma pequena vitória. Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, rejeitou automaticamente a proposta bolsonarista de classificar facções criminosas como terrorismo. A equiparação, no entanto, foi rejeitada de forma contundente pelo governo, apesar da pressão exercida por deputados e governadores opositores.
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