Condição provoca compressão dos nervos, causa dor intensa e pode exigir cirurgia quando o tratamento clínico não resolve
A cirurgia realizada pela apresentadora Xuxa voltou a chamar atenção para a estenose foraminal, um problema da coluna caracterizado pelo estreitamento do forame, espaço por onde passam as raízes nervosas. Quando comprimido, o nervo pode gerar dor persistente, formigamento, perda de força e limitação funcional, com impacto direto na rotina do paciente.
Segundo o ortopedista Djalma Amorim Jr., especialista em coluna e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), a estenose foraminal costuma estar associada ao desgaste natural da coluna, mas também pode decorrer de hérnias de disco, artrose, alterações ósseas e processos inflamatórios. “O estreitamento reduz o espaço do nervo. Quando a compressão se mantém, a dor deixa de ser episódica e passa a comprometer movimentos simples do dia a dia”, explica.
Os sintomas mais comuns incluem dor irradiada para braços ou pernas, sensação de choque, dormência, formigamento e fraqueza muscular. Em quadros mais avançados, há dificuldade para caminhar, permanecer em pé por períodos prolongados ou realizar atividades habituais. “A intensidade varia conforme o grau de compressão e a região da coluna afetada”, afirma o especialista.
O diagnóstico é clínico, associado a exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia, que permitem identificar a causa e a extensão do estreitamento. Djalma Amorim Jr. destaca que a maioria dos casos tem indicação inicial de tratamento conservador. “Medicações, fisioterapia, controle da dor e fortalecimento muscular costumam trazer bons resultados. A cirurgia entra em cena quando não há resposta ao tratamento clínico ou quando surge déficit neurológico progressivo”, pontua.
Em situações como a de Xuxa, em que a dor se torna incapacitante ou há risco de comprometimento permanente do nervo, a cirurgia busca descomprimir a raiz nervosa e devolver funcionalidade. “O objetivo é aliviar a dor, preservar a função neurológica e melhorar a qualidade de vida”, ressalta.
A prevenção passa por cuidados posturais, prática regular de atividade física orientada, fortalecimento da musculatura que sustenta a coluna e atenção a dores persistentes. “Dor crônica não deve ser normalizada. O diagnóstico precoce amplia as chances de evitar procedimentos invasivos”, conclui o ortopedista.

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