Foto: Gustavo Moreno/STF
A despeito da saraivada de críticas por sua atuação no caso das fraudes no Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli não tem qualquer intenção de deixar a relatoria do processo ou devolvê-lo à primeira instância. Como conta Daniela Lima, Toffoli disse a colegas que vai “apanhar o que tiver que apanhar” e “conduzir o caso regularmente, com tranquilidade”. Ele também divulgou uma nota elogiando a decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de arquivar um pedido de deputados para afastá-lo da relatoria do caso Master, dizendo que isso “reafirma a regularidade da condução”. (UOL)
Mais cedo, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou uma nota (íntegra) para defender a atuação da Corte e do ministro. No texto, ele afirma que cabe ao Supremo atuar “na regular supervisão judicial, como vem sendo feito pelo ministro relator, DIAS TOFFOLI” [em maiúsculas no original]. Toffoli vem sendo criticado desde que levou todo o caso Master para o STF e decretou sigilo máximo, seguido de decisões como mandar lacrar provas apreendidas e criticar a atuação da Polícia Federal. A revelação de negócios de seus irmãos envolvendo um resort com o cunhado e braço direito de Daniel Vorcaro, dono do Master, elevaram os questionamentos à atuação do ministro. Fachin, porém, reafirmou a autoridade de Toffoli para atuar no recesso e disse que “eventuais vícios ou irregularidades alegados” serão examinados depois pelo colegiado. (g1)
Funcionários destacados para atender ministros do STF permaneceram por ao menos 150 dias em Ribeirão Claro (PR), onde fica o resort Tayayá, associado ao ministro Dias Toffoli. Desde dezembro de 2022, o pagamento de diárias a esses agentes ultrapassou R$ 454 mil. Dados do TRT-2 indicam deslocamentos frequentes de equipes de segurança para a cidade, com a justificativa de prestar apoio e transporte a uma autoridade do Supremo. Os registros não identificam o ministro atendido, e o STF não comentou o caso. As viagens se concentraram em períodos de férias, recesso do Judiciário, Carnaval, julho e fim de ano. No último Ano-Novo, agentes também estiveram no local, reforçando relatos de que Toffoli segue frequentando o resort. (Folha)
A defesa de Daniel Vorcaro negou que exista qualquer proposta ou negociação de delação premiada em curso. A declaração foi feita após a saída do advogado Walfrido Warde do caso, movimento que alimentou especulações sobre uma possível colaboração. Warde, conhecido por criticar esse tipo de acordo, teria deixado a defesa justamente por discordar da estratégia. Apesar dos rumores, a atual equipe jurídica afirma que não há tratativas com a Polícia Federal e que manterá a linha técnica da defesa. (CNN Brasil)
Mesmo sem delação, os depoimentos de Vorcaro agitam o meio político. Segundo Aguirre Talento, da coluna de Fausto Macedo, o dono do Master afirmou à PF que tratou da abortada venda de seu banco ao Banco Regional de Brasília (BRB) diretamente com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Rocha admitiu ter ido uma vez à casa do banqueiro, mas negou ter discutido o negócio. “Estive uma vez a convite para um almoço, quando conheci ele. Entrei mudo e saí calado”, afirmou. (Estadão)
Depois de adiar a visita que faria ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no Complexo da Papuda, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi às redes sociais reafirmar sua decisão de concorrer à reeleição e descartou ser candidato à Presidência da República. Tarcísio adiou o encontro afirmando que tinha compromissos em São Paulo, mas não anunciou uma nova data. (g1)
E o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) descartou disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado nas eleições de outubro. A interlocutores próximos, ele afirmou que sua preferência é permanecer como vice na chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo relatos, Alckmin disse que seu futuro político se resume a continuar na Vice-Presidência ou “capinar em Pinda”, em referência a Pindamonhangaba (SP), sua cidade natal, onde mantém um sítio da família. (CNN Brasil)
Após ameaçar a Europa com tarifas e o uso da força, agora os Estados Unidos propõem obter soberania sobre áreas que abrigam suas bases militares na Groenlândia, em um arranjo semelhante ao das bases britânicas no Chipre. A proposta faz parte das negociações que o presidente Donald Trump afirmou estarem em curso com a OTAN. O anúncio das conversas foi feito por Trump em Davos, sem explicar exatamente os detalhes que estariam sendo discutidos. Segundo autoridades ocidentais ouvidas sob reserva, o plano envolveria a atualização do acordo militar firmado entre Washington e a Dinamarca em 1951, que hoje garante amplo acesso das Forças Armadas americanas ao território groenlandês. A nova versão criaria “bolsões” de território sob controle soberano dos EUA, ampliando a autonomia americana sobre instalações estratégicas na ilha. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que negociações sobre segurança e investimentos são possíveis, mas reiterou que a soberania da Groenlândia não está em discussão. (New York Times)
Trump, aliás, enfrenta dificuldades para atrair aliados ocidentais para o chamado “Conselho da Paz”, iniciativa criada para mediar conflitos globais e que, segundo o próprio Trump, poderia até substituir a ONU. Até agora, o apoio veio majoritariamente de monarquias do Oriente Médio, regimes autoritários e líderes contestados internacionalmente. Menos de 20 nações aderiram formalmente — bem abaixo da expectativa da Casa Branca —, com ausência quase total de líderes europeus. A única exceção da Europa Ocidental foi a Hungria. Inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza, o Conselho da Paz teve seu escopo ampliado e passou a se apresentar como uma organização internacional voltada à governança e à estabilidade em regiões em conflito. O estatuto prevê que Trump presida o órgão por tempo indeterminado. (CNN)
Enquanto isso, as Forças Armadas dos Estados Unidos iniciaram a transferência de 7 mil combatentes do Estado Islâmico que estão detidos em diferentes prisões no Nordeste da Síria. Os americanos querem levar esses integrantes do Estado Islâmico para prisões iraquianas. A medida ocorre após o rápido colapso das Forças Democráticas Sírias (SDF), lideradas por curdos, no nordeste da Síria, o que gerou preocupação com a segurança de prisões e campos de detenção que abrigam combatentes do grupo extremista. (Reuters)
Clubinho da paz
Marcelo Martinez
Você está se informando ou apenas scrollando? Assine o Meio Premium por R$15/mês e troque o caos das redes por jornalismo que fica na cabeça. Newsletters que aprofundam, análises que conectam os pontos, streaming com documentários exclusivos. Assine hoje e experimente.
Cultura
O Brasil fez história, nesta quinta-feira, ao receber cinco indicações ao Oscar 2026. Com quatro, O Agente Secreto igualou a campanha de Cidade de Deus, do cineasta Fernando Meirelles, em 2004. O longa de Kleber Mendonça Filho concorre a melhor filme internacional e melhor filme, além de estar na categoria inédita de melhor direção de elenco, e Wagner Moura se tornou o primeiro brasileiro a ser indicado a melhor ator. Já o brasileiro Adolpho Veloso disputa na categoria de melhor fotografia por seu trabalho em Sonhos de Trem. Pecadores bateu o recorde de nomeações, com 16, seguido por Uma Batalha Após a Outra, com 13. A cerimônia de entrega dos prêmios acontece em 15 de março, em Los Angeles. (g1 e Variety)
.jpg)
0 comentários :
Postar um comentário