Foto: Evaristo Sa/AFP
Temido como “uma bomba”, o desbloqueio do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, explodiu primeiro no Supremo Tribunal Federal (STF). No aparelho, apreendido em novembro do ano passado, quando Vorcaro foi preso, a Polícia Federal encontrou uma série de conversas entre ele e o ministro Dias Toffoli, que depois viria a ser relator no Supremo da investigação sobre as suspeitas de fraude do Master, liquidado pelo Banco Central. Como revelaram Daniela Lima e Fábio Serapião, o material foi entregue diretamente ao presidente do STF, Edson Fachin, pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues. (UOL)
As conversas descobertas no celular, conta Malu Gaspar, tratavam entre outros assuntos, de um convite a Vorcaro para uma festa de aniversário de Toffoli e menções do banqueiro a pagamentos relacionados ao resort Tayayá, administrado pela empresa dos irmãos do ministro, da qual Toffoli era sócio oculto. Fachin intimou o colega a se manifestar sobre as informações passadas pela PF, e a situação provocou grande desconforto no Supremo. A PF não confirmou ter pedido o impedimento de Toffoli no caso Master, mas técnicos do STF já estão analisando caminhos jurídicos para a Corte afastá-lo do processo. Em nota, o gabinete de Toffoli disse que o documento apresentado pela PF é baseado “em ilações” e que a corporação não teria legitimidade para pedir seu afastamento. (Globo)
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