Festa de Iemanjá, que atrai milhares de devotos e turistas no Rio Vermelho, é uma celebração que une fé e cultura. Apesar de ter uma forte conotação religiosa, a homenagem a Iemanjá preserva, assim como outras festividades populares de Salvador, um aspecto bastante popular. No Rio Vermelho, na segunda-feira (2), devotos, curiosos e visitantes estrangeiros atraídos pelas cores e rituais se misturam em meio a bênçãos de babalorixás e ialorixás, música, comércio e celebração cultural. O resultado é um evento que impulsiona a economia local e proporciona uma experiência ao ar livre, permitindo uma imersão na história e na religiosidade afro-brasileira.
Dentre os participantes, encontra-se o educador físico Marcelo Soares, 43 anos, que remou do Porto da Barra até a Praia da Paciência para conciliar exercício e devoção. "É dia de renovar a esperança. Agradecer, em vez de apenas pedir, como venho fazendo há seis anos, sempre de stand-up paddle. "Eu e Deus, sob a proteção da Rainha das Águas", afirmou. A variedade de pessoas presentes demonstra o caráter democrático do evento, que recebe aqueles que buscam bênçãos, os que trabalham e os que apenas comemoram.
Na madrugada, uma série de fogos de artifício anunciou a chegada do presente principal na Colônia de Pesca Z1, que organizou o evento em parceria com a Prefeitura. O presente pode ser deixado no caramanchão, local onde as pessoas podem depositar suas oferendas em grandes balaios, até as 16h.
Para o turista inglês James Beals, sua primeira visita a Salvador durante as festividades foi como uma aula intensiva de cultura. "Passear por aqui, especialmente com a oportunidade de ver essa festa de perto, é uma experiência incrível, quase como um retorno à universidade." "Vim para passar dois dias em Salvador e três semanas no Brasil como um todo, conhecendo e estudando novamente", disse ele, enquanto passeava com a esposa e o filho de cinco meses.
Foto: Jefferson Peixoto/ Secom PMS

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