Posicionamento: Aumento do diesel pressiona custos logísticos do atacado distribuidor
A Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) acompanha com atenção o anúncio do reajuste no preço do óleo diesel feito pela Petrobras, que elevará em R$ 0,32 por litro o valor do diesel B comercializado nos postos a partir de 14 de março.
Para o setor atacadista e distribuidor, que depende fortemente do transporte rodoviário para abastecer o pequeno e médio varejo em todas as regiões do país, o diesel é um insumo sistêmico e estratégico. Segundo o presidente da ABAD, Leonardo Miguel Severini, o custo do frete representa, em média, entre 4% e 5% da estrutura de custos das empresas do setor, o que torna qualquer variação no preço do combustível um fator de pressão direta sobre as operações.
“Um reajuste de R$ 0,32 por litro no diesel pode parecer pontual, mas, quando aplicado a operações logísticas que percorrem milhares de quilômetros diariamente, gera impacto relevante nos custos de distribuição”, afirma Severini.
Segundo Severini, dentro da cadeia de operação das empresas, os impactos tendem a se somar ao longo do processo logístico. O reajuste do diesel afeta inicialmente o custo geral da operação, que posteriormente se reflete também na estrutura de transporte. Considerando o peso da logística nas operações do setor, o efeito agregado pode variar aproximadamente entre R$ 0,15 e R$ 0,25, evidenciando como os aumentos de combustíveis se propagam gradualmente dentro da cadeia operacional.
Ao mesmo tempo, observa-se que distribuidoras de combustíveis já operam em regime de maior contenção, o que tem levado a ajustes nos planos de entrega em relação ao padrão habitual de abastecimento. Para o setor atacadista distribuidor, esse cenário reforça a necessidade de previsibilidade nos custos e na dinâmica de abastecimento.
O setor atacadista distribuidor desempenha papel essencial na capilaridade do abastecimento brasileiro, levando produtos da indústria a milhões de pontos de venda, especialmente no pequeno e médio varejo. Por isso, aumentos no custo do transporte acabam repercutindo em toda a cadeia produtiva e de consumo.
A ABAD destaca que acompanha as medidas anunciadas pelo governo federal para mitigar os efeitos do reajuste e considera importante a busca por soluções que reduzam a volatilidade dos custos logísticos no país.
Diante do cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, a entidade manifesta expectativa de que o conflito seja resolvido o quanto antes, contribuindo para maior estabilidade nos mercados globais de energia.
“A previsibilidade de custos é fundamental para que as empresas possam planejar suas operações e continuar garantindo o abastecimento eficiente do varejo brasileiro”, conclui Severini.
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