Em mais um desdobramento do caso da clínica Clivan, acusada na última terça-feira (3) por aproximadamente 150 pessoas que relataram problemas oculares após procedimentos no local, a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) declarou, nesta quinta-feira (5), que o mais recente mutirão da instituição, realizado na sexta-feira (26), não recebeu autorização prévia da secretaria.
Uma auditoria revelou que a clínica buscou autorização de oito procedimentos somente no dia 2 de março, após o aparecimento das complicações clínicas.
Segundo a secretaria, realizar cirurgias sem autorização prévia é uma violação do fluxo de regulação e da relação contratual com o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo considerada uma "irregularidade gravíssima". Como ação imediata, o alvará sanitário da unidade foi cancelado e um procedimento administrativo foi iniciado para investigar as condições de operação e os protocolos assistenciais.
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) conduziu inspeções na unidade e anunciou a instauração de uma sindicância para investigar a responsabilidade profissional dos médicos implicados. Se houver evidências suficientes de negligência ou imperícia, o caso seguirá para um Processo Ético-Profissional, que pode levar a punições disciplinares.

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