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segunda-feira, 23 de março de 2026

Escola baiana Àbámodá lança coleção-manifesto ”Cabaça do Mundo”

 

Escola baiana Àbámodá lança coleção-manifesto ”Cabaça do Mundo” que reverencia o sagrado feminino


Primeira cápsula da coleção será apresentada em desfile no dia 25 de março, em Cachoeira (BA), aliando estética afro-indígena, cultura territorial e impacto social



Aliando estética afro-indígena, cultura territorial e impacto social, a Escola Livre de Moda, Arte e Cultura da Bahia - Àbámodá (@abamoda.escolalivre), lança no dia 25 de março a primeira cápsula da coleção Cabaça do Mundo, intitulada Manifesto. O lançamento acontece na sede da escola, em Cachoeira (BA), com um desfile que também marca a aula inaugural da nova turma de alunas que inicia a formação em 2026.


A coleção reúne camisetas, vestidos, saias e calças, peças que traduzem em moda uma reflexão sobre o feminino como origem da vida, cuidado e potência criadora. Com estampas autorais e frases-manifesto, as peças afirmam o corpo da mulher como território de existência, memória e continuidade. A coleção ficará disponível para venda no instagram @abamoda.escolalivre e na loja colaborativa na sede da escola. 


Concebida por Luísa Mahin, diretora da Àbámodá, e desenvolvida em conjunto com a direção criativa da escola, a coleção inaugura um ciclo conceitual que será trabalhado ao longo de todo o ano. A coleção Manifesto é a primeira de cinco cápsulas que serão lançadas ao longo de 2026, desdobrando o tema Cabaça do Mundo em diferentes perspectivas dentro das atividades formativas e criativas da escola.


“A Coleção-Manifesto Cabaça do Mundo é moda, posicionamento, reverência, proteção. É um chamado para reconhecer o sagrado feminino como potência criadora e combater todas as formas de violência contra mulheres e meninas”, destaca Luísa Mahin. 


A cabaça como símbolo do útero-mundo


Símbolo presente em diversas culturas afro-diaspóricas e originárias, a cabaça representa fertilidade, alimento, proteção e cuidado. Tradicionalmente utilizada para guardar água, sementes, remédios e histórias, ela carrega aquilo que é essencial à vida.


Na coleção-manifesto da Àbámodá, a cabaça surge como metáfora do útero-mundo, lugar de passagem por onde toda existência começa. As estampas trazem também a presença da serpente, símbolo de sabedoria, transformação e renovação,  aquela que troca de pele, mas preserva sua essência.


As peças incorporam ainda frases de afirmação feminina, como “Da terra que me criou brotam meus mundos”; “Sou raiz e revoada... O que carrego, floresce” e “O mundo começa em nós”, reafirmando a mulher como fonte de vida, memória e força criadora.


Moda decolonial e formação transformadora


A coleção também expressa os princípios que orientam o trabalho da Àbámodá, primeira escola livre e gratuita de moda, arte e cultura da Bahia, dedicada à formação profissional e ao fortalecimento do empreendedorismo feminino e negro.


A instituição desenvolve uma proposta de moda decolonial, que valoriza saberes afro-indígenas, identidade cultural e impacto social, conectando formação criativa, geração de renda e valorização das tradições locais.


A Àbámodá – Escola de Moda, Arte e Cultura é realizada por meio da Lei Rouanet – Incentivo à Cultura (Ministério da Cultura/Governo Federal), com patrocínio do Banco BV. Integra a Rede de Escolas Livres de Arte e Cultura do Ministério da Cultura. 




Acompanhe em: Instagram: @abamoda.escolalivre


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SOBRE LUÍSA MAHIN




Luísa Mahin, gestora cultural, pesquisadora e agente cultural de desenvolvimento, Mestra em Desenvolvimento e Gestão Social (UFBA) e em Ciências Sociais (UFRB), MBA em Empreendedorismo Social e Negócios de Impacto (Instituto Legado). Foi vencedora do 1º Prêmio Pretas Potências da PretaHub em 2023.




Há 22 anos atua na gestão de projetos sociais e culturais. Já passou por diversas organizações e projetos nacionais e internacionais com atuação com desenvolvimento local, culturas, identidades, patrimônio cultural imaterial, moda, gênero, promoção da equidade racial, criatividades. Co-fundou em 2005 o Instituto Casa de Barro na Bahia, tendo desenvolvido como coordenadora e produtora projetos diversos nas áreas de literatura, arte e educação, patrimônio cultural imaterial, educação patrimonial, teatro, contação de histórias, fotografia, cinema e audiovisual, rádio.




Desde 2021, através do projeto IRMANDADE – Universidade Livre de Arte e Cultura, tem empreendido esforços para a qualificação profissional e geração de renda para mulheres e comunidades afro e indígenas da Bahia. Atualmente vem gestando projetos de combate às violências e de promoção de autonomias para mulheres visando promover a inclusão, o empoderamento social, a articulação de políticas antirracistas e para a equidade de gênero

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