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sexta-feira, 13 de março de 2026

O que fazer e o que não fazer em uma crise epiléptica?



 Março Roxo: o que fazer e o que não fazer em uma crise epiléptica?


No mês traz campanha internacional de conscientização sobre epilepsia, enfermeira alerta para os cuidados durante os momentos de instabilidade


Neste mês, acontece o Março Roxo, campanha internacional que visa conscientizar a população sobre a epilepsia. O objetivo também é promover a inclusão, com a proposta da redução do preconceito contra quem convive com a condição. Com o movimento, a discussão sobre o que deve e o que não deve ser feito durante uma crise epiléptica volta à tona, tanto para quem está passando pelo momento quanto para quem está ao redor.


Para a enfermeira Natália Sposito, da Cuidare Brasil, o que pode ser um “divisor de águas” durante a crise é a calma, principalmente para quem está acompanhando a pessoa com quadro de epilepsia. Ela ainda afirma que informações sobre procedimentos devem ser cada vez mais divulgadas, com a proposta de ajudar quem está em tratamento da condição.


“O que mais ajuda durante uma crise é a postura de quem está ao redor. Manter a serenidade permite agir de forma mais consciente, evitando atitudes impulsivas que podem atrapalhar o atendimento. E ainda existe muito desconhecimento sobre o que fazer nesses momentos, o que reforça a importância de ampliar a divulgação de orientações simples e confiáveis. Quando familiares, amigos e até colegas de trabalho sabem como proceder, o ambiente se torna mais seguro e acolhedor”, explica.


A especialista indicou algumas dicas para quais caminhos tomar (e quais evitar) durante os momentos de instabilidade. Confira:


Manter a calma – Sposito destaca que, antes de tudo, o primeiro passo é ter tranquilidade e passar isso a quem está tendo a crise. Ela pontua que a maioria das crises dura poucos minutos e se resolve espontaneamente. Além disso, observar o episódio ajuda a relatar o ocorrido posteriormente.


Não contenha os movimentos – Tentar segurar braços e pernas pode causar lesões tanto no paciente quanto em quem está com a intenção de ajudar. A especialista ressalta a postura calma e a importância de manter o ambiente com objetos e outras pessoas afastadas. A ideia é que o local esteja livre de riscos.


Proteger a cabeça – A proteção à cabeça é fundamental para a manutenção da saúde de quem está passando pelo quadro de epilepsia. A enfermeira afirma que um travesseiro ou outro objeto macio pode ser colocado sob a parte do corpo em questão, uma vez que ajuda a reduzir o risco de impactos no chão ou em superfícies próximas.


Comida, bebida e medicamentos – De acordo com Sposito, quem está em uma crise epiléptica pode ter dificuldade para engolir. Ela pontua que é primordial aguardar até que o paciente esteja estável e consciente antes de oferecer algo.


Posicionamento e apoio – Além do apoio à cabeça, a especialista reitera que colocar a pessoa de lado após o momento mais intenso da crise passar pode ser importante para sua recuperação, já que facilita a respiração e evita que saliva e possíveis vômitos sejam aspirados. Ela também relata que permanecer ao lado a todo instante é essencial para sua orientação e reabilitação.


Crises prolongadas – Caso a crise dure mais que cinco minutos ou caso haja repetição sem recuperação, o atendimento médico se torna crucial para a saúde do paciente, conta Sposito.

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