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terça-feira, 3 de março de 2026

Participação policial em tiroteios bate recorde em 2025


 Salvador e RMS:  participação policial em tiroteios bate recorde em 2025. 



Relatório anual do Instituto Fogo Cruzado traz panorama da violência armada na região metropolitana de Salvador em 2025


Baixe o relatório anual em: https://fogocruzado.org.br/relatorios/salvador-e-rms-participacao-policial-em-tiroteios-bate-recorde-em-2025/ 



Ações e operações policiais representam 44% dos tiroteios e atingem o maior patamar da série história do Fogo Cruzado


Aumento de 82% de mortos em chacinas policiais


69 crianças e adolescentes foram baleados em Salvador e região metropolitana; 29 durante ações policiais



Os dados do Relatório Anual do Instituto Fogo Cruzado, lançado nesta quinta-feira (26), evidenciam a persistência da alta letalidade e o avanço da participação policial nos tiroteios em Salvador e na Região Metropolitana de Salvador. Mesmo com a redução no número total de ocorrências, cresceu a proporção de registros durante ações e operações policiais, reforçando o protagonismo do Estado na dinâmica da violência armada na região.


Ao longo de 2025, foram registrados 1.505 ocorrências de disparos de arma de fogo em Salvador e na RMS, o equivalente a uma média de quatro ocorrências por dia. O número representa uma queda de 16% em comparação com 2024, quando foram contabilizados 1.795 tiroteios. Ainda assim, 44% dos registros de 2025 ocorreram durante ações e operações policiais, totalizando 662 casos. No ano anterior, essa proporção foi de 38%, somando 681 ocorrências.


Ao todo, 1.525 pessoas foram baleadas em Salvador e na RMS em 2025: 1.212 morreram e 313 ficaram feridas. Entre os baleados, 605 foram atingidos durante ações e operações policiais, o que indica que 40% das vítimas estavam nesse contexto. Em 2024, foram registradas 1.725 pessoas baleadas, das quais 1.380 morreram e 345 ficaram feridas. Naquele ano, 630 vítimas foram atingidas em ações policiais, representando 36% do total.


“A Bahia insiste na letalidade policial como política de Estado. Não se trata de excessos pontuais, mas de uma estratégia que aposta no confronto permanente, mesmo diante de evidências de que esse modelo amplia a violência e não reduz o poder das organizações criminosas”, afirma Tailane Muniz, coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia.


Os dados mostram que ao longo dos anos, o número de tiroteios registrados em Salvador e região metropolitana de Salvador foi de: 


2023: 1.804 tiroteios — 659 tiroteios durante ações ou operações policiais 


2024: 1.795 tiroteios — 681 tiroteios durante ações ou operações policiais 


2025: 1.505 tiroteios — 662 tiroteios durante ações ou operações policiais


Casos emblemáticos ajudam a dimensionar o impacto dessas operações sobre a população. Em março de 2025, a dentista Larissa Azevedo Pinheiro, de 28 anos, foi atingida por um disparo durante uma perseguição policial na Avenida Paralela, uma das vias mais movimentadas da capital. Ela morreu dias depois. Episódios como esse reforçam a sensação de insegurança e aprofundam o desgaste na relação entre a população e as forças de segurança.


A letalidade também se intensificou nas ações policiais classificadas como chacinas. O número de mortos nesse tipo de ocorrência em Salvador e na região metropolitana de Salvador saltou de 55, em 2024, para 95, em 2025 — um aumento de 82%. As Rondas Especiais (Rondesp) apareceram em 52% desses registros no período analisado.


Crianças e adolescentes voltaram a ser atingidos significativamente pela violência armada em 2025. Ao todo, 64 adolescentes foram baleados em Salvador e na Região Metropolitana, número 21% maior que o registrado no ano anterior. Entre eles, 27% foram atingidos durante ações e operações policiais. Também foram registradas cinco crianças baleadas ao longo do ano.


A violência armada também impactou o acesso à educação. Em 2025, 252 escolas de Salvador foram afetadas por tiroteios em seu entorno, sendo que 67% dos tiroteios registrados em um raio de até 300 metros de escolas, entre 6h e 22h, ocorreram durante ações policiais. A presença recorrente de confrontos próximo de unidades de ensino compromete a rotina escolar e expõe estudantes, familiares e profissionais da educação a situações de risco.


A concentração geográfica desses episódios evidencia desigualdades históricas. Bairros de Salvador com população majoritariamente negra, como Fazenda Coutos, Rio Sena, Moradas da Lagoa, Pero Vaz, Calabetão, Lobato e Chapada do Rio Vermelho, concentram 5% dos tiroteios próximos a escolas. Em contraste, bairros com população majoritariamente branca, como Itaigara, Graça, Caminho das Árvores, Canela, Pituba, Barra e Patamares, registram somente 0,3% dessas ocorrências.


“Quando a polícia atua como principal agente dos tiroteios no entorno de escolas, o Estado passa a figurar como um ator direto no cenário de insegurança.  É uma política com características sociogeográficas bem definidas. Há um  impacto avassalador sobre o futuro de crianças e adolescentes, sobretudo negros e pobres, que têm suas rotinas interrompidas pela violência armada”, destaca Tailane Muniz.


Outro dado preocupante está relacionado ao aumento de ataques a civis e de disparos de arma de fogo em brigas. Em 2025, foram registrados 12 casos de ataques a civis, um aumento de 20% em comparação com o ano anterior. Também cresceram os registros de tiros em brigas, que passaram de 34 registros, para 38 ocorrências no período analisado.


O indicador de disparos em brigas reúne episódios de conflitos armados entre civis que não têm ligação com disputas entre grupos criminosos nem com confrontos envolvendo forças policiais. Trata-se de um termômetro da banalização do uso de armas de fogo em ambientes públicos e domésticos, evidenciando a circulação ampliada de armamentos e a naturalização da violência como forma de resolução de conflitos.


Os casos de feminicídio e tentativa de feminicídio registrados em Salvador também ganharam um infeliz destaque. Em 2025, foram mapeados 10 episódios dessa natureza, um aumento de 61% em comparação com o ano anterior. O crescimento desses registros evidencia a persistência da violência de gênero armada e reforça a necessidade de políticas específicas de prevenção e proteção às mulheres, sobretudo diante da utilização de armas de fogo como instrumento de letalidade. 


O ano em dados


Ao longo de 2025, foram registrados 1.505 tiroteios e/ou disparos de arma de fogo na capital e RMS, o equivalente a uma média de quatro ocorrências por dia. 44% dos tiroteios mapeados ao longo do ano aconteceram durante ações e operações policiais — 662 registros.  Em 2024, Salvador e RMS registraram 1.795 tiroteios, uma média de quatro por dia. Do total, 38% ocorreram durante ações e operações policiais, somando 681 casos.


Ao todo, 1.525 pessoas foram baleadas em Salvador e RMS. 1.212 foram mortas e 313 ficaram feridas. Entre os 1.525 baleados, 605 foram atingidos em ações e operações policiais, indicando que 40% dos baleados foram atingidos nestas circunstâncias. Em 2024, foram mapeadas 1.725 pessoas baleadas, das quais 1.380 foram mortas e 345 ficaram feridas. Entre os 1.725 baleados, 630 foram atingidos em ações e operações policiais, indicando que 36,5% dos baleados foram atingidos nestas circunstâncias.


Dos 1.212 mortos em 2025, 122 foram vitimados nas 34 chacinas que ocorreram em Salvador e região metropolitana. Entre as chacinas mapeadas, 73,5% delas (25) foram durante ações ou operações policiais, deixando 95 civis mortos. Dos 1.380 mortos do ano anterior, 92 foram vitimados em 27 chacinas. Entre as chacinas mapeadas, 59% delas (16) foram durante ações ou operações policiais, deixando 55 civis mortos.


O mapa da violência armada


Municípios


Entre os municípios que fazem parte da região metropolitana, Salvador foi o mais impactado pela violência armada, concentrando 73% dos tiroteios mapeados em 2025.


Salvador: 1.104 tiroteios


Camaçari: 123 tiroteios


Lauro de Freitas: 61 tiroteios


Dias D’Ávila: 59 tiroteios


Simões Filho: 57 tiroteios


Bairros


Considerando os bairros da região metropolitana, os mais impactados pela violência armada estão localizados em Salvador. Os cinco mais afetados em 2025 foram:


Beiru/Tancredo Neves: 35 tiroteios


Lobato: 31 tiroteios


Mussurunga: 27 tiroteios


Fazenda Coutos: 26 tiroteios


Federação: 26 tiroteios


Locais


Entre as 1.525 pessoas baleadas em Salvador e região metropolitana em 2025, 125 pessoas foram baleadas quando estavam dentro de casa, 55 foram baleadas quando estavam dentro de automóveis, 36 foram atingidas em eventos, 30 atingidas quando estavam em bares, nove dentro de barbearias, outras nove foram atingidas em postos de gasolina, sete baleadas dentro de transportes públicos, duas atingidas dentro de shoppings e uma pessoa foi baleada em um lava jato.


O perfil da violência armada


Agentes de segurança


Ao menos 25 agentes de segurança foram baleados em Salvador e região metropolitana em 2025, entre essas vítimas, 20 agentes morreram e cinco ficaram feridos. Dos 25 agentes baleados, 15 foram baleados quando estavam em serviço, outros nove quando estavam fora de serviço/de folga e um agente baleado era aposentado/exonerado do cargo. Os policiais militares foram os mais afetados pela violência armada, representando 76% dos agentes baleados.


Ocupação


16 mototaxistas, nove entregadores/motoboys, sete motoristas de aplicativo, dois rifeiros, dois vendedores ambulantes, dois políticos e uma liderança religiosa/comunitária foram baleados em 2025 em Salvador e região metropolitana.


Balas perdidas


29 pessoas foram atingidas por balas perdidas em 2025 em Salvador e RMS. Em 2024 foram registradas 39 vítimas de balas perdidas. 


Vítimas por faixa etária


Ao menos cinco crianças, 64 adolescentes, 1.430 adultos e 21 idosos foram baleados em Salvador e região metropolitana em 2025. Houve ainda três pessoas baleadas que não tiveram a idade revelada. 


Motivos


Os principais motivos dos disparos de arma de fogo na região metropolitana foram: Homicídio/Tentativa de homicídio (678); Ação/Operação policial (662); Roubo/Tentativa de roubo (141); Disputa entre grupos armados (124); e briga (34). 


SOBRE O FOGO CRUZADO


O Fogo Cruzado é um Instituto que utiliza tecnologia para produzir e divulgar dados abertos e colaborativos sobre violência armada, fortalecendo a democracia através da transformação social e da preservação da vida. 


Com uma metodologia própria e inovadora, o laboratório de dados da instituição produz mais de 50 indicadores inéditos sobre violência nas regiões metropolitanas do Rio, do Recife, de Salvador e de Belém.


Por meio de um aplicativo de celular, o Fogo Cruzado obtém e disponibiliza informações sobre tiroteios, verificados em tempo real, que são o único banco de dados aberto sobre violência armada da América Latina, que pode ser acessado gratuitamente pela API do Instituto.


Acompanhe o Fogo Cruzado nas redes: Twitter, Facebook e Instagram.


Ou baixe o aplicativo para Android ou iOS.





“Vítima de bala perdida”: uma pessoa que não tinha nenhuma ligação, participação ou influência sobre o evento no qual houve disparo de arma de fogo, sendo, no entanto, atingida por projeto (ISP).

O Unicef ​​considera crianças com idade inferior a 12 anos.

O Unicef ​​considera adolescentes com idade entre 12 anos e 18 anos incompletos.

O Estatuto do Idoso considera idosos com idade igual ou superior a 60 anos.

Agentes de segurança incluem policiais civis, militares, federais, guardas municipais, agentes penitenciários, bombeiros e militares das forças armadas – na ativa, na reserva e reformados.


Chacinas: eventos onde há 3 ou mais mortos civis em uma mesma situação – mesmo que o motivo dos disparos seja outro, como: assalto, ataque, operação etc. (SSP de SP).


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