Após extensos debates, controvérsias e intensos lobbies, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu novos parâmetros para o pagamento de verbas indenizatórias, conhecidas como “penduricalhos”, a juízes e membros do Ministério Público. Com a decisão, foram autorizados adicionais de até 35% do teto constitucional, atualmente estabelecido em R$ 46.366,19, o que possibilita pagamentos de até R$ 16.228,16 nesse formato.
Contudo, a Corte também liberou valores relacionados ao tempo de carreira, restringidos igualmente a 35% do teto. Na prática, a combinação dos dois tipos de verbas pode aumentar a remuneração em até R$ 32.456,32 além do salário mensal, atingindo 70% do teto.
Os ministros aprovaram uma tese que especifica quais auxílios e indenizações são permitidos, estabelecendo diretrizes que permanecerão em vigor até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica sobre o assunto. (g1)
De acordo com uma pesquisa da ONG República.org, os juízes brasileiros, em média, ganham mais do que seus colegas em outros países, mesmo levando em consideração ajustes de câmbio e custo de vida. A análise comparou os salários da magistratura no Brasil com os de dez países, entre os quais Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido, e concluiu que todos os níveis de renda — desde o início até o topo da carreira — são mais altos no Brasil.
O estudo também indica que os chamados "penduricalhos" deixaram de ser uma exceção e se tornaram um padrão estrutural, com pagamentos que frequentemente excedem o limite constitucional.

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