A interdição das obras do empreendimento Reserva Cidade Jardim, após a identificação de danos ambientais em área sensível do Candeal, mobilizou moradores e motivou a visita do vereador André Fraga à região, realizada na última sexta-feira.
Durante a agenda, lideranças comunitárias denunciaram irregularidades, cobraram fiscalização e alertaram para os impactos ambientais, urbanos e sociais do projeto, além de exigir uma atuação mais presente do INEMA no acompanhamento do caso.
Entre os pontos discutidos estão a área de acesso ao empreendimento, onde está prevista a construção de uma nova pista de entrada e saída, além da região conhecida como Fonte do Governo. No local, o vereador conheceu aspectos históricos da comunidade e identificou a presença de nascentes, reforçando a importância ambiental da área e a necessidade de sua preservação.
Durante a agenda, o vereador destacou a necessidade de revisão do projeto diante das preocupações apresentadas pela comunidade: “Ouvindo as partes — a Associação de Condôminos do Cidade Jardim e os moradores da Fonte do Governo —, compreendemos que é importante uma reavaliação desse projeto, porque, do ponto de vista urbanísticos e ambiental, ele apresenta muitos equívocos. É necessário que isso seja reavaliado para que esses problemas possam ser sanados, alterados ou reduzidos. No que diz respeito ao trânsito, não consigo ver viabilidade, e, do ponto de vista ambiental, o projeto precisa de reparos significativos.”
A agenda seguiu até a Rua Carlos Marom, nas proximidades do terreno onde está previsto um novo empreendimento da Vilas Construtora. Durante a visita, moradores apontaram preocupações quanto à ausência de licença ambiental no alvará da obra, levantando questionamentos sobre a regularidade do projeto.
O vereador se colocou à disposição para apoiar a solicitação de vistoria junto à Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Salvador (SEDUR), atendendo à demanda da comunidade por maior fiscalização e transparência.
A ACCJ destaca ainda a necessidade de uma atuação mais efetiva e contínua do INEMA, diante da sensibilidade ambiental da área e da existência de recursos hídricos, cobrando o acompanhamento rigoroso das intervenções e a garantia do cumprimento da legislação ambiental.
Além dos danos ambientais, moradores alertam para impactos na mobilidade urbana, em função do crescimento acelerado de empreendimentos na região, e para possíveis prejuízos sociais, como a ameaça a espaços comunitários tradicionais.
A Associação reafirma que seguirá acompanhando o caso e cobrando providências dos órgãos competentes para garantir a preservação ambiental, o respeito à legislação e a qualidade de vida da população.


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