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terça-feira, 25 de agosto de 2026

O debate dos ausentes

 

Foto: Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP


Pontapé inicial da temporada de debates presidenciais, o encontro promovido pela Band na noite de domingo foi marcado mais pelas ausências que pelas presenças. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas, avisaram que não compareceriam, o que motivou o ex-governador Romeu Zema (Novo) a também se ausentar. Na porta do estúdio, o escritor Augusto Cury (Avante) ficou sabendo que debateria apenas com Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) e disse que também não iria, mas desistiu da desistência. (UOL)


Com o menor quórum desde a redemocratização, o debate focou em críticas a Lula, com os participantes deixando o filho de Jair Bolsonaro em segundo plano. Renan chamou os eleitores do presidente de “canalhas” e disse não querer os votos deles, com Cury criticando sua agressividade. Já Caiado defendeu que os candidatos ausentes tivessem o registro negado pelo TSE. Os candidatos deram ênfase às suspeitas contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mas também lembraram a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro. (Estadão)


Não faltaram frases de efeito. Renan prometeu um “banho de sangue” contra líderes de facções. Cury replicou que o “Estado desorganizado” era pior que o crime organizado. Já Caiado citou os escândalos ligados aos candidatos ausentes: “São dois filmes: Dark Horse e Dark Lobby”. (CNN Brasil)


Fraldas com os nomes de Lula e Flávio levadas por Renan, o vai não vai de Cury e o cochilo de Gilberto Kassab na plateia. Confira o que aconteceu de mais importante no debate da Band. (Globo)


  


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou tratar com “muita seriedade” as investigações da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de seu gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Em entrevista à Record neste domingo, o petista declarou que ninguém está acima da lei e que cabe ao chefe do Executivo garantir a independência das instituições, sem atuar como juiz ou delegado. “Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. [...] Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está [acima da lei] se cometer erro”, afirmou Lula. O presidente ainda enfatizou que não interfere em inquéritos nem pune investigadores. (Metrópoles)


O andamento das investigações sobre suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Lulinha acirrou a crise nos bastidores do Judiciário e colocou em lados opostos o ministro do STF André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Enquanto a PGR defendeu o envio do inquérito contra o filho do presidente para a primeira instância por falta de elementos envolvendo autoridades com foro privilegiado, Mendonça sinalizou que deve rejeitar o pedido. O relator avalia que a conexão das apurações com o escândalo dos descontos indevidos no INSS e as citações diretas a Lula em mensagens da investigada Roberta Luchsinger justificam manter o caso sob a alçada do Supremo. (Globo)


Elio Gaspari: “Lulinha reclamava que dava duro e seus negócios davam em nada. Ainda bem que a Viúva não comprou o canabidiol do Careca. Lulinha vive na Espanha, depois de mais de um ano de trabalho na sua blindagem, a defesa do primogênito do presidente admitiu que ele venha ao Brasil para prestar os devidos esclarecimentos. Podiam ter feito isso há meses”. (Globo e Folha)


Também na entrevista à Record, Lula falou sobre a conversa da última sexta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O telefonema marcou a retomada de comunicação direta entre os dois líderes, com sinalização para reabrir negociações técnicas sobre o tarifaço. “A minha conversa com o Trump é muito civilizada, é muito respeitosa, tanto da minha parte quanto da parte dele. Mas, depois, o segundo escalão toma atitudes que são impensáveis. Aí nós não podemos aceitar intromissão de um país, quem quer que seja, na coisa do Brasil”, disse Lula. (R7)


  


Durante participação na Festa do Peão de Barretos, na noite de sábado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) fez um discurso com acenos ao agronegócio e ao eleitorado conservador. Em uma fala de pouco mais de um minuto, o parlamentar afirmou que o setor “tem sido muito atacado”, mas prometeu que “o agro vai voltar a ser o grande orgulho mundial”. O parlamentar relembrou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e prometeu retornar ao evento acompanhado dele em edições futuras. (Folha)

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