Acusados de ser co-autores do assassinato triplamente qualificado do garoto Lucas Terra, em 2001, Fernando Aparecido da Silva e Joel Miranda, religiosos da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), foram beneficiados pela decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Por entender que ambos estão na condição de acusados e, por isso, têm direito à ampla defesa, o ministro concedeu habeas corpus a Fernando e expediu um contra-mandado de prisão em favor de Joel Miranda. Na véspera da decisão do STF, o mesmo pedido foi negado no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).A documentação foi apresentada ao Plantão Central da Polícia Civil na noite de quinta-feira, 26, e encaminhada imediatamente à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter). Por volta das 23 horas, Fernando Aparecido da Silva deixou o prédio onde estava preso. O Bispo da Iurd foi detido em Recife (PE), dia 23 de maio, por conta de uma prisão preventiva decretada pelo juiz da 2ª Vara Crime de Salvador, Vilebaldo José Freitas. O pastor Joel Miranda, residente em Cabo Frio (RJ), tornou-se foragido.Ao fundamentar o pedido de prisão preventiva, o juiz Vilebaldo Freitas ressaltou que o crime, apesar de ser cometido há mais de sete anos, causou e ainda causa clamor público, não apenas no Brasil, mas também no exterior. O magistrado considerou que, ao ser denunciados formalmente, os acusados assumiram uma postura “totalmente incompatível com as regras legais” diante da Justiça. “Na verdade, demonstraram total desrespeito com a mesma, pois verificando que este Magistrado ao lhes oportunizar a mais ampla defesa, agiram eles com descaso e até mesmo desrespeito para com o Poder Judiciário”, justificou.
sábado, 28 de junho de 2008
Acusados de participar da morte de Lucas Terra são soltos
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