O “Dia do Índio no Parque”, promovido pelo Movimento de Ação e Integração Social (Mais Social), reuniu nesta segunda-feira (19), no Parque da Cidade, índiosda aldeia Kiriri, localizada no município de Ribeira do Pombal, há 350 km de Salvador e cerca de 150 idosos assistidos pelos programas desenvolvidos pela instituição, além de 20 crianças, alunas do Educandário Municipal Maria Inês, do Alto da Santa Cruz.
Vestidos com trajes típicos indígenas, com direito a cocar e pintura no rosto, índios e idosos apresentaram a “Grande Kuarupi”, dança praticada pelos índios brasileiros em cerimônias de celebração, onde é formada uma grande roda. O evento, organizado pelo Mais Social, faz parte das atividades do Programa Mais Futuro, desenvolvido pela instituição que promove oficinas de dança e condicionamento físico para pessoas com mais de 50 anos e oficinas de dança, música e customização para crianças e adolescentes de 8 a 18 anos.
O evento, que acontece há seis anos consecutivos, teve a participação das irmãs Rute Necia Moreira, 16 anos e Raquel Moreira, 17, netas do cacique Kiriri. Nascidas em Salvador, elas afirmam que gostariam de conhecer melhor a cultura do seu povo, mas encontram dificuldades no dia a dia da vida na cidade, aliada às atividades escolares. “É difícil manter as tradições e as viagens até a aldeia”, afirma Raquel. “Às vezes a gente vai até lá e ficamos quinze dias, outras vezes ficamos um mês, mas já ficamos três meses, depende das férias da escola”, afirma Rute.
Elas guardam com carinho os trajes e adereços indígenas que pertenciam à sua mãe, falecida há dois anos, mas utilizam os mesmos em ocasiões especiais como o Dia do Índio e em cerimônias realizadas, durante as visitas à tribo. “Mas nem sempre podemos participar das danças tradicionais, pois como passamos muito tempo fora da aldeia, não temos autorização do Pajé para participar”, explica Raquel. O pai delas, Eduardo Moreira, é filho de uma índia com homem branco e desde pequeno morou em Salvador.
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