O Motociclista Rogério e sua esposa Carmem dirigiam-se, de moto, ao local do XIII Aracaju Moto Fest, ao fazer o retorno próximo ao monumento do 4º GBM (Grupamento Marítimo), na Avenida Atalaia, após ter posicionado seu veículo no corredor da direita (pista de menor velocidade), foi abalroado na traseira por um carro da marca Corsa, placa policial OEL-6306, conduzido pelo 3º sargento PM Jubatão Dique Santo. Como consequência do impacto, o casal Rogério e Carmem, caiu na pista, o que causou lesões corporais nos braços de ambos e na perna esquerda de Carmem e a moto arrastada por uma distância aproximada de 15 metros.
Rogério, ao levantar-se, procurou verificar o estado de sua esposa, verificando que a mesma não mais corria perigo de vida, procurou o sargento Jubatão para conversar quando mesmo ainda encontrava-se dentro do seu carro, este, por sua vez, informou a Rogério que não tinha visto a moto a sua frente e que, também, não teria percebido a colisão.
Com traços de que teria ingerido bebidas alcoólicas o sargento saiu do carro, sem camisa e vestindo calção, cruzou os braços e disse a Rogério que não tinha condições financeiras de arcar com os prejuízos materiais.
A presença da Polícia Militar de Sergipe foi imediata e tranquilizadora para a segurança do local, integridade física dos envolvidos e para as providências legais. Rogério e Carmem se identificaram, porém, o sargento informou apenas que era militar e que não portava documentos.
As 22h20min a CPTrans compareceu ao local para perícia do acidente, neste momento, o sargento Jubatão apresentou sua identidade e documentos do veículo e a PM, prosseguindo procedimentos, fez testes com o bafômetro com os envolvidos no acidente. Resultado; Rogèrio = 0 ppm, sargento Jubatão = 0,58 ppm.
Depois de confirmado estado de embriaguez do sargento, proibido por lei para conduzir veículos motorizados, a PM deu voz de prisão e o conduziu para a Delegacia Plantonista de Aracaju onde foi lavrado flagrante delito e colocado sob custódia. Aplicada as multas previstas por lei por conduzir veículo em estado etílico elevado e por não ter apresentado, de imediato, documentos à PM, foram lavradas multas equivalentes às penalidades e o delegado arbitrou fiança para soltura.
Seria fato do cotidiano do trânsito no Brasil se não tivesse sido hilário. O fato de o sargento ter desdenhado da lei pelo fato de recusar a se identificar para a corporação à qual pertence, de tentar comprometer o bom nome da Polícia Militar de Sergipe, de não acreditar que a Lei é para todos e por não ter dado o mínimo de valor à vida humana, parecia um espetáculo circense, promovido por ele.
A Justiça precisa dar exemplos, a começar por quem deve defender a integridade da população.
A Polícia Militar e Civil de Sergipe estão de parabéns por terem cumprido com suas obrigações, este, foi um caso isolado.
Considerações: O Motociclista Rogério e sua esposa Carmem já rodaram quase todo o Território Nacional sem terem registrado nenhum acidente em suas histórias, exceto este!
Colaboração Pimenta (Motociclistas da Bahia)
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