Nos anos 90, as bandas de pagode conquistaram a Bahia e o Brasil fazendo crianças e adultos, homens e mulheres dançarem ao som de suas músicas envolventes.
Tais bandas tinham como diferencial seus dançarinos que, com seu gingado, faziam todos seguirem as coreografias.
Atualmente, as bandas de axé, pagode e arrocha vem investindo em dançarinos e tem conseguido levar aos shows uma legião de fãs dos artistas.
Com sensualidade, carisma e beleza, vários dançarinos têm se destacado nesse meio e feito muitas mulheres suspirarem com suas performances.
Percebendo essa realidade, muitas bandas têm optado em só colocar homens dançando, acreditando que o público feminino seja maior e consequentemente, atraindo muitos homens.
Nesse novo cenário, alguns dançarinos se destacam, um dele é Emerson Falcão o “Príncipe”.
Príncipe sempre se destacou por esbanjar carisma e sensualidade em seu trabalho, sendo até nomeado pelo cantor Beto Jamaica como a Carla Perez de Calça. “Príncipe dança e tem um carisma como ninguém, é a Carla Perez de calça!”, afirma Beto.
Príncipe sempre se destacou por esbanjar carisma e sensualidade em seu trabalho, sendo até nomeado pelo cantor Beto Jamaica como a Carla Perez de Calça. “Príncipe dança e tem um carisma como ninguém, é a Carla Perez de calça!”, afirma Beto.
Atualmente Príncipe está na “Banda É Xeke” e dá aula em algumas academias em Salvador.
Além de Príncipe, o seu companheiro de banda, Felipe Leão, Keké e Drack do Saiddy Bamba, Romário, o Kiboon da banda Black Style, Eric, Ígor e Luizinho do play way e Marcel Lima, ex Pablo do Arrocha estão claramente se destacando no cenário musical baiano levando uma multidão de mulheres aos shows de suas bandas.
Outro exemplo de que os dançarinos baianos estão se destacando e cada vez mais sendo valorizados é o “Aulão dos Artistas” promovido por Príncipe.
O evento beneficente, que teve a 3ª edição em setembro, contou com a participação de vários dançarinos e levou um público de 600 pessoas, arrecadando quase uma tonelada de alimento “o intuito deste evento é ajudar aos menos favorecidos e a valorização dos dançarinos, que muitas vezes fazem mais sucesso até do que o cantor, se tornando a identidade da banda”, conta Príncipe.
Entretanto, além dos baixos salários, alguns dançarinos vêm alegando que por causa dessa ascensão, muitos cantores demitem os dançarinos da banda.
Um caso envolvendo a baixa remuneração da classe é o pedido de indenização da ex-dançarina de Pablo, Andreia Brasil, que está cobrando R$ 500 mil em ação trabalhista.
Ela foi demitida após fazer parte da banda por quase três anos.
O acordo era que a dançarina recebesse R$ 100 por show, sendo em média 20 shows por mês, e contracheque assinado no valor de R$ 860.
De acordo com Andréia, outros R$ 1.440 seriam pagos por fora, o que é proibido por lei.
Príncipe conta que independentemente das dificuldades, a satisfação dos dançarinos está em levar alegria ao público, mais até do que o retorno financeiro “somos muitas vezes mais valorizados e acolhidos pelo público do que qualquer outra coisa e isso não tem preço”, fecha o artista.

Da redação Andréia Barros
Imagem web


















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