Uma pesquisa apontou que a falta de exercícios tem causado tantas mortes quanto o tabagismo.
O estudo publicado na revista médicaLancet, indicou que um terço dos adultos não têm praticado atividades físicas suficientes e que isso tem causado 5,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.
De acordo com o estudo, o é responsável por uma em cada dez mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon.
Os pesquisadores sugerem a criação de campanhas para alertar o público dos riscos da inatividade para trazer uma mudança generalizada de mentalidade, acrescentando que não se deve lembrar somente dos benefícios da prática de esportes.
Pedro Hallal da Universidade Federal de Pelotas, um dos coordenadores da pesquisa fala da importância de praticar exercício físico. "O desafio global é claro: tornar a prática de atividades físicas como uma prioridade em todo o mundo para aumentar o nível de saúde e reduzir o risco de doenças", pontua.
Porém, a comparação com o cigarro é contestada por alguns especialistas uma vez que, se o tabagismo e a inatividade matam o mesmo número de pessoas e o número de fumantes é bem menor do que o de sedentários, o tabaco é muito mais perigoso.
Claire Knight, do Instituto de Pesquisa de Câncer da Grã-Bretanha afirma que "quando se trata de prevenção de câncer, parar de fumar é de longe a coisa mais importante que você pode fazer".
Salientando que na América Latina e no Caribe, o estudo constata que o estilo de vida sedentário é responsável por 11,4% de todas as mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon. No Brasil, esse número sobe para 13,2%.
Os países com as populações mais sedentárias da região são Argentina, Brasil e República Dominicana. A população com menos sedentários é a Guatemala.
A inatividade física na América Latina seria a causa de 7,1% dos casos de doenças cardíacas, 8,7% dos casos de diabetes tipo 2, 12,5% dos casos de câncer de mama e 12,6% dos casos de câncer de cólon.
No Brasil, ela é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon.
A doutora I-Min Lee, do Hospital Brigham e da Escola Médica da Universidade de Harvard, responsável pelo estudo, chamou a tenção para o fato de que todos esses casos poderiam ter sido prevenidos se a população de cada país e cada região fosse mais fisicamente ativa.
Lee afirma que na região das Américas poderiam ser evitadas cerca de 60 mil mortes por doenças coronárias e 14 mil mortes por câncer de cólon.
Especialistas recomendam que adultos façam 150 minutos de exercícios moderados, como caminhadas, ciclismo e jardinagem, toda a semana.
O estudo indica que as pessoas que vivem em países com alta renda per capita são as menos ativas. Entre os piores casos está a Grã-Bretanha, onde dois terços da população não tem o habito de praticar exercícios físicos.
A presidente da Faculty of Public Health, órgão que formula políticas e normas de saúde pública da Grã-Bretanha, professora Lindsey Davies, afirma que "precisamos fazer o possível para que as pessoas cuidem da sua saúde e façam atividade física como parte da vida cotidiana".
A prática de exercício físico é muito importante para a saúde, mas isso chama a atenção para o ambiente onde a pessoa vive "o ambiente em que vivemos tem um papel importante. Por exemplo, pessoas que se sintam inseguras no parque mais próximo vão evitar de usá-lo", conclui.
Da Redação, Andréia Barros
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