*Marcelo Ferrão.
Tem uma classe de muito bons pensadores que está se perdendo.
São pessoas bacanas, intelectuais, críticas, inteligentes e antenadas, capazes de produzir boas fórmulas para equacionar os grandes problemas sociais que vivemos.
No entanto no afã de demonstrar sua sabedoria, limitam-se somente a derrubar a tudo e a todos, sem ter um interferência direta na construção de ações que poderiam efetivamente mudar o rumo da história a ser contada para nossos filhos e netos.
Saber é mais.
É ver o problema e lutar pela solução. É construir estratégia para resolver.
A crítica, e tão somente ela sem proposição, não leva a lugar nenhum exceto a criação do estigma de uma pessoa ranzinza, limitada e sem crédito, pois mais vale o gesto do que a palavra.
Na política, historicamente, sou ligado ao PT há 23 anos. Minha filiação foi feita no mesmo mês no qual tirei o título.
Acham que eu concordo com tudo que o PT faz? Não.
Ao contrário, internamente sempre sou um crítico dos equívocos de meus companheiros fanáticos ou mal intencionados, que assim como em qualquer outro partido, não são poucos.
Alguns são realmente ingênuos, outros sonhadores e tantos outros maus caráter mesmo. Em todas as esferas.
Mas nem por isto coloco as pantufas e vou para casa dormir pensando que tudo é terra arrasada.
Rao Chelikani, no seu livro Reflexões pela Tolerância, diz: ‘A compreensão da realidade faz parte do saber’. Ou seja, nossa sabedoria deve ser aplicada conforme a realidade em que vivemos.
Assim temos que estar atentos às múltiplas facetas que se apresentam no dia a dia e transformá-las positivamente a nosso favor.
Aqui em Camaçari não é diferente.
Em um ambiente político volúvel, onde oposição e situação se fundem a todo o momento conforme a conveniência de ocasião, encontramos vários intolerantes políticos, que na sua revolta por não concordarem com os resultados deste maluco milk shake, preferem-se jogar as duras críticas na tentativa mostrar seu descontentamento. Mas isto é pouco.
Estes pensadores fazem parte de um grupo sem rótulo que não é de direita, esquerda, nem centro. Sequer anarquistas conseguem ser. São pessoas soltas que muitas das vezes criticam somente por criticar ou até mesmo para parecerem mais intelectuais do que realmente o são no mundinho das redes sociais.
Que política não é um mundo pueril todos sabem, que existem elefantes embaixo do tapete sabemos também, então neste caso é necessário formular formas concretas para construir uma nova sociedade mais digna.
O desafio não é ser reclamão de facebook, site, blog, twitter e etc... Isto é fácil.
Basta parecer revolucionário, ter acesso a internet e reclamar de tudo e de todos
O desafio verdadeiro é construir um novo horizonte, prático, baseado em boas ações. Ações.
Assim, convido a todos a unirem-se em prol do bom combate para que possamos aproveitar todo este potencial crítico para transformá-lo numa construção positiva da nossa querida Camaçari.
Conforme o provérbio chinês, cão que late preso não inibe o ladrão.
* Marcelo Ferrão é fotojornalista, humanista e trabalha como repórter na Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Camaçari.
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