Projeto que oferece qualificação profissional a adolescentes em situação de vulnerabilidade é ampliado e chega a Camaçari;
Projeto prevê a qualificação profissional de adolescentes que cumprem medida socioeducativa
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Bahia (SRTE/BA), o Ministério Público do Trabalho e a Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) ganharam um novo parceiro na realização do Programa “Aprendizagem na Medida”, a MKS Caldeiraria Indústria e Comércio.
Para quem não conhece, o Programa, que é pioneiro no Brasil, teve início em 2013, com o objetivo de capacitar profissionalmente adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa. A MKS é a quarta empresa a apoiar a causa.
De acordo com a fundação, as empresas parceiras contratam os adolescentes como menores aprendizes. Durante esse tempo, dentro da própria Fundac, os menores participam de cursos profissionalizantes oferecidos pelo Senai e recebem salários pagos pelas empresas parceiras, que também recolhem o INSS e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
A capacitação oferecida pelo Senai possui três fases: teórica, teórica-prática e prática. No fim do programa, que tem duração média de um ano cada turma, os jovens são certificados e com uma nova perspectiva para encarar o mercado de trabalho. Os cursos oferecidos são de Panificação, Montador de Móveis e Auxiliar de Rotina Administrativa.
O Programa “Aprendizagem na Medida” já tem duas turmas concluídas e a qualificação de 80 adolescentes, uma da Case (Comunidade de Atendimento Socioeducativo) CIA, no Jardim Campo Verde/ Barro Duro, e outra da Case Zilda Arns, localizado em Feira de Santana. De acordo com a coordenação da área de educação profissional da Fundac, para o mês de março de 2014 mais 40 adolescentes farão parte do projeto, dessa vez todos os participantes serão da Case Irmã Dulce, localizada em Camaçari.
Para o diretor da MKS, Gustavo Snoeck, fazer parte deste projeto é um orgulho. “A responsabilidade com as crianças e adolescentes de nosso país é um dever de todos e às empresas precisam estar engajadas nessa luta. Esperamos que essa oportunidade faça a diferença na vida desses meninos e meninas”, afirma o gestor.

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