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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A moeda russa, o rublo, bate mínimos históricos

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As sanções do Ocidente sobre a economia russa, por causa da interferência na Ucrânia, começam a fazer-se sentir e estão a esvaziar as carteiras dos russos. Na Rússia, o rublo continua em queda e a bater mínimos históricos face ao dólar e ao euro. Com o valor do petróleo descer e a influenciar os mercados, a moeda europeia chegou a valer na quarta-feira (15) à tarde mais de 52 rublos e o dólar mais de 41. 

Muitos analistas explicam a recessão russa com a queda do valor do petróleo. Mas alguns vão mais além até que as sanções do ocidente por causa da Ucrânia. É o caso de Maria Lipman, que aponta o dedo às reformas do Kremlin: "Enquanto as despesas militares têm aumentado de forma substancial, o governo russo aplicou também novos impostos sobre os imóveis, mais taxas aos pequenos empresários e aumentou o valor dos pagamentos pelos seguros de saúde."

A energia é, contudo, a pedra de toque na economia russa. O petróleo e o gás são as fontes de maior receita para o Kremlin. Esta semana, Moscou e Pequim assinaram quase 40 novos acordos que abrangem os setores da defesa e comerciais, mas sobretudo financeiros. Um acordo de tolerância cambial, por três anos, procura reforçar a importância dos rublos e dos yuans nos negócios entre os dois países. O objetivo principal é impedir a dependência do dólar e do euro, e evitar a procura, sobretudo, da divisa americana por parte das empresas russas.

Nas ruas de Moscou, sente-se preocupação e há até quem já anteveja que "a comida vai ficar mais cara". A Anna, uma moscovita deixou alertas: "A desvalorização do rublo pode levar-nos a uma crise. Penso que vai haver menos emprego e que vão acontecer despedimentos."
O Alexander, por outro lado, vê nesta recessão um ataque encapotado e não militar dos Estados Unidos ao "baixar o preço do petróleo". "O que vai acontecer a seguir? Penso que isto é tudo feito contra a Rússia, é um género de novas sanções. Só o tempo poderá dizer o que vem a seguir", concluiu este moscovita.

Euronews
Foto: Reprodução

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