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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Cultura Afro encanta o carnaval de Salvador

Cultura Afro encanta o carnaval de Salvador nos três circuitos oficiais  

A noite desta segunda-feira (16.02) foi marcada pela presença da cultura afro nos três circuitos do carnaval: Osmar, Dodô e Batatinha. Ao todo, cerca de 20 entidades de afro, afoxé, samba e de reggae desfilaram garantindo a diversidade do carnaval.

No Batatinha, a animação ficou por conta dos blocos O Mangue e Carnapelô. Desfilando com os instrumentos no chão, os blocos lembraram os antigos carnavais e arrastaram centenas de pessoas, que dançaram empolgadas e pedindo mais. Primeiro a desfilar, o Carnapelô surgiu em 1996, a partir de reuniões de amigos. Já o Mangue, que surgiu no bairro de Cajazeiras, homenageou o lendário sambista Walmir Lima. Para Rogério Lima, responsável pelo bloco e pelo grupo que puxa a entidade Bambeia, o nome  parte de um estilo de vida, no qual os músicos produzem a partir da célula rítmica do samba de roda. “Nós tentamos resgatar a matriz africana na musicalidade, através da nossa referência ao Candomblé e Umbanda”, explicou o músico, que cantou canções em yorubá durante o trajeto do desfile.



Os blocos de afoxés também animaram o circuito. O afoxé Laroyê Arriba este ano levou para o circuito Batatinha muito ijexá e samba de roda, com a banda Laroyê. Este ano o tema é “O ogó, a ferramenta de Exu”, que representa o falo e principal símbolo do Orixá. O Afoxé Filhos de Korin-Efan reuniu cerca de 500 pessoas e homenageou a rainha das águas doces, Oxum. Mas o destaque da entidade é o seu retorno à avenida, após um ano afastado, por conta do falecimento do fundador, Mestre Erenilton.

Mas nesse dia não passaram afoxés apenas pelo circuito Batatinha. O primeiro Afoxé Feminino do Brasil, o Afoxé Filhas de Gandhy, foi para a Barra celebrar 36 carnavais. Com o. O primeiro Afoxé Feminino do Brasil, o Afoxé Filhas de Gandhy, foi para a Barra celebrar 36 carnavais. Com o tema “A Índia de Gandhy sob o olhar da Bahia”, o cortejo feminino foi comandado pela cantora Savannah Lima e a banda 70Samba. Eles comandaram as foliãs vestidas com o tradicional branco e azul, seguindo o exemplo dos Filhos de Gandhy e seus dez mil homens, que na segunda-feira desfilam no circuito Dodô. Além destes, o Muzenza do Reggae e o Malê Debalê também levaram seus respectivos gingados e tambores para perto da praia, neste penúltimo dia de folia. “Outros blocos afro precisam desfilar na Barra para mostrar que podemos estar em todos os locais”, comentou Suanni Consuelo, que foi atrás dos blocos na Barra.   



Juventude marca presença na Avenida 

Nascido e criado no bairro do Beirú, o bloco afro Mundo Negro, levou seu som percussivo afro cheio de swing para o circuito Osmar. O bloco que trabalha com a juventude negra do bairro celebrou 30 carnavais e a adesão da comunidade no desfile. Para Roberto dos Santos, diretor da entidade, é necessário encontrar forma de realizar outros momentos como estes durante o ano e fala do trabalho que desenvolvem. “Damos aula de percussão, música, dança e cursos profissionalizantes, ou seja, tiramos vários adolescentes da situação de risco do mundo das drogas. Além disso, damos fantasias para os moradores, porque a comunidade da periferia não tem condições de pagar”, desabafa o diretor.

A estudante e foliã Lidiane Novais saiu pela primeira vez no bloco. “Faço dança afro há bastante tempo, mas, algumas pessoas ainda associam a algo ligado a religião, o que não é. Como tenho amor pela dança, saio no carnaval sempre em blocos afros”. Outro bloco que está ganhando a juventude é o Bola Cheia. Pela primeira vez no Carnaval, a estudante Taiana Cardeal, 20 anos, veio curtir a festa de Momo no bloco que se mantém na folia há quase uma década. Acompanhada de outros de jovens, ela e o grupo prometeram se esbaldar ao som da banda Tamburê, que levou à avenida muito samba, pagode e arrocha. A estudante Renata Lima, 20 anos, disse que prefere acompanhar a passagem destes blocos na avenida. “A música, as fantasias, as danças, o som, tudo isso me chama atenção, então, venho sempre assistir a passagem deles, que sempre apresentam temas diferentes a cada ano”. 


CARNAVAL DA CULTURA


O Carnaval da Cultura 2015 é o carnaval da democracia e da diversidade, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Ouro Negro, Carnaval Pipoca e Outros Carnavais. 

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