Clínicas de reabilitação já estão preparando atividades inusitadas como bailes, churrasco e praia para divertir os pacientes.
Já imaginou um Carnaval sem o agito dos trios elétricos, blocos, camarotes e longe das bebidas alcoólicas? Pode até ser complicado cogitar essa possibilidade, principalmente na terra do Axé, mas a realidade é que existem pessoas que estão optando pelo sossego, a exemplo dos dependentes químicos ou com transtornos mentais. O objetivo dessas pessoas é ‘fugir’, de forma voluntária, da exposição ao álcool, cigarro e outras drogas, as quais estão mais suscetíveis durante a folia.
Segundo o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos, somente no Brasil, ao menos 28 milhões de pessoas têm algum familiar que enfrenta esse tipo de problema. E para amenizar essa estatística, estabelecimentos estão sendo criados com o objetivo de proporcionar o acompanhamento, desintoxicação, além de conscientizar e reabilitar o paciente, através de atividades lúdicas e recreativas, que proporcionam paz, bem-estar e conforto.
“O internamento voluntário é o primeiro grande passo, pois mostra que o paciente deseja mudança no seu estado atual de vida. Quando isso é em um período festivo, só reforça a vontade de evitar o contato direto com as substâncias psicoativas e a influência de terceiros”, explica o psicólogo e diretor de uma clínica de reabilitação, que realiza esse tipo de trabalho na Região Metropolitana de Salvador.
Ainda segundo ele, dentre os benefícios está o fato de não excluir o indivíduo, em tratamento, das festividades, mas sim fazer com que ele curta esse momento de forma saudável e consciente. “Para esse período, existe na clínica o tratamento Fênix Breve, que funciona com admissões e altas programadas. Dentre as ações que oferecemos, destacam-se os bailes carnavalescos, churrasco sem bebidas alcoólicas, praia, aulas de yoga, palestras de conscientização, dentre outras”, detalha o psicólogo.

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