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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Salvador: um mergulho na história e cultura da primeira capital do país

Salvador é uma metrópole que possui a capacidade de se reinventar e encantar até mesmo os milhões de soteropolitanos que transitam diariamente pelas ruas, praças e regiões. No dia 29 de março, a Cidade da Música completa 469 anos de tradições e história, que podem ser conferidas em atrativos espalhados por diferentes locais e proporcionam, tanto a baianos quanto a turistas, um mergulho no passado e na cultura da primeira capital do Brasil.



Bahia de Todos-os-Santos – Ela é a maior baía de águas tropicais do mundo e abriga 56 ilhas e praias paradisíacas desde o Porto da Barra (limite ao Norte) até a Ponta dos Garcez (ao Sul). Compreende pequenos pedaços do paraíso, a exemplo da praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, localizada na Ilha dos Frades. A localidade recebeu, em 2016, o selo internacional Bandeira Azul, título que a certifica como procedente em quesitos de Educação e Informação Ambiental; Qualidade da Água; Gestão Ambiental; e Segurança e Serviços.



Uma das rotas para chegar a este destino é pegar uma das escunas que saem diariamente do Terminal Náutico da Bahia, no bairro do Comércio, com preços a partir de R$60 por pessoa. A outra opção é seguir até o município vizinho de Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador, onde há lanchas que fazem o trajeto regular ou fretado. Além disso, a Bahia de Todos-os-Santos também abriga o Forte São Marcelo, que tem acesso pela região do Comércio. O equipamento possui 368 anos de história e é uma joia em meio à imensidão da baía.



Rio Vermelho – Conhecer o Cetro da Ancestralidade – Opo Baba N’Laawa, situado na Rua da Paciência, no boêmio bairro do Rio Vermelho, é entender a importância da obra para o fortalecimento das origens baianas. O cetro é símbolo da ancestralidade afro que concentra os princípios femininos e masculinos do universo nagô. A obra é do Mestre Didi e foi instalada no local tendo ao fundo a linha do horizonte do oceano, em direção à África.



Para se aprofundar na história do monumento, visitantes mais atentos podem usar o celular para fazer a leitura do selo QRCode localizado no equipamento. A tecnologia faz parte do projeto #Reconectar, da Fundação Gregório de Mattos (FGM), que busca ser um elo entre a história da Bahia, soteropolitanos e turistas.



Outro ponto alto é a nova orla do bairro, requalificada pela Prefeitura e que conta com pista de cooper, campo de futebol e os largos de Santana e da Mariquita, onde podem ser apreciados os acarajés mais famosos da cidade, além do clima boêmio que marca do Rio Vermelho. Bem pertinho, a Colônia de Pesca Z1 é palco da festa em celebração à orixá Iemanjá, no dia 2 de fevereiro.



Além de imergir na cultura de matriz africana, o visitante ainda tem como opção conhecer a Casa de Jorge Amado e Zélia Gattai, localizada na Rua Alagoinhas, 33. O espaço abriga 20 espaços temáticos com efeitos de som e interatividade, além de livros e objetos do cotidiano dos escritores mundialmente conhecidos.



Elevador Lacerda – É um dos equipamentos mais visitados e fotografados de Salvador. O elevador teve construção iniciada em 1869 e foi inaugurado em 8 de dezembro de 1873, com projeto concebido pelo engenheiro Antonio de Lacerda e construído pelo irmão Augusto de Lacerda. O Elevador Lacerda, que inicialmente foi denominado Elevador Hidráulico da Conceição, transporta os cidadãos a 63 metros de altura.



Além de ser um dos principais elos entre a Cidade Alta e Cidade Baixa, transportando cerca de 28 mil pessoas por dia, o equipamento proporciona uma vista espetacular da Baía de Todos-os-Santos. É possível apreciar no local o pôr do sol, meditar observando a paisagem que se mistura com elementos naturais e urbanos na parte baixa de Salvador ou, até mesmo, desfrutar de um sorvete com frutas da estação e sabor da Bahia na sorveteria tradicional instalada no local.



Administrado pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), o ascensor funciona diariamente, entre 6h e 23h, de segunda a sexta-feira, e das 6h às 22h, aos sábados e domingos. A tarifa custa apenas R$ 0,15 e a viagem é quase expressa – dura apenas 30s.



Mercado Modelo – Quem visita Salvador e pensa em adquirir souvenirs para presentear amigos e familiares no retorno para sua terra natal, precisa conhecer o Mercado Modelo, centro de compras que reúne mais de 200 lojas e recebe, diariamente, uma demanda de aproximadamente 300 visitas. O espaço é um dos patrimônios culturais da cidade, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).



Requalificado recentemente e administrado pela Prefeitura, é possível encontrar no mercado peças trabalhadas em couro, argila e artesanatos das mais variadas formas além de produtos da terra, como pimenta. Por ser um centro que reúne elementos intrínsecos da capital baiana, o mercado atrai visitantes de todo o mundo.



Mas, além de ser surpreendente para os visitantes de outros estados ou nacionalidades, o Mercado Modelo também é uma ótima opção de visitação para os próprios soteropolitanos que buscam, por exemplo, apreciar uma boa moqueca de peixe – prato tradicional baiano e que é servido nos bares e restaurantes localizados no andar superior do centro de compras. Além disso, há uma série de atividades desenvolvidas no local como receptivo de baianas, apresentações musicais e performances de dança e teatro.



Cristo da Barra – O Monumento ao Cristo Nosso Senhor, também conhecido como Cristo da Barra, está localizado entre os bairros de Ondina e Barra. A escultura foi fruto de uma encomenda do conselheiro José Botelho Benjamim. Natural de Lençóis, Benjamim foi promotor na Comarca de Lavras Diamantinas e juiz da Comarca de Valença, que se estabeleceu em Salvador em 1898. Ao se converter ao catolicismo, resolveu presentear a cidade com um monumento em louvor a Cristo. 



A obra foi tombada em 2017, por ser um dos monumentos públicos que carregam em si a simbologia de pertencimento, valores e memória de determinado lugar ou grupo social. Outro argumento para ser enquadrado na Lei de Preservação ao Patrimônio Cultural do Município (Lei 8.550/2014) é a proximidade do centenário de existência da obra, o que reserva a ela mérito histórico e artístico. 



Quem gosta de passeios ao ar livre, tem como opção admirar Salvador por um outro ângulo no topo do morro onde está situado o monumento. Aproveitar a brisa à beira-mar e fazer piqueniques no gramado que se estende ao redor do local é um dos programas favoritos de muitos baianos aos finais de semana. O local ainda é um ponto estratégico para os apaixonados por música que se reúnem para cantar ao ar livre e encerram a programação com uma caminhada pelo belíssimo calçadão na borda marítima. Obras de requalificação, em andamento, vão tornar o local ainda mais agradável para os visitantes.



Igreja do Bonfim – Palco de uma das maiores manifestações populares de sincretismo e fé do Brasil – a Lavagem do Bonfim – a Basílica Santuário Senhor do Bonfim ou Igreja do Bonfim é mais um traço da herança da colonização portuguesa na Bahia. Milhares de devotos visitam a basílica durante todo o ano para amarrar fitinhas coloridas no gradil que circunda a igreja. A tradição teve início em 1809 e, segundo os fiéis, ajuda a conseguir alcançar metas e pedidos, concedidos através da fé.



O culto ao Nosso Senhor do Bonfim começou em 1745, quando a imagem do santo foi trazida pelo capitão português Teodósio Rodrigues de Farias, cumprindo uma promessa que fez depois de ter sobrevivido a uma forte tempestade. As homenagens, no entanto, iniciaram de fato em 1754, ano em que a imagem foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a própria igreja, construída na Colina Sagrada.



Segundo relatos históricos, a lavagem do adro da Basílica começou a partir dos moradores da região, que lavavam a igreja para deixá-la pronta para a Festa do Bonfim. Por conta da dança durante o cortejo até a basílica, a limpeza foi proibida, em 1889, pelo arcebispo Dom Luís Antônio dos Santos. Após a decisão, adeptos do candomblé começaram a fazer o cortejo para lavar as escadarias.



Pelourinho – Considerado o coração histórico e cultural da cidade, o Pelourinho é um dos principais pontos de visitação da cidade. Faz parte do conjunto arquitetônico colonial do Centro Histórico de Salvador, tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. O Pelô, como é carinhosamente chamado, conserva o calçamento em paralelepípedos, assim como os casarões coloniais em estilo barroco português. O nome refere-se a uma forma ou instrumento de jurisdição feudal, utilizado em terras brasileiras, para punir os negros escravos.



A localidade reúne diversos atrativos, desde a sede da primeira faculdade de Medicina do país, instalada na gestão do imperador D. Pedro II, assim como as igrejas da Ordem Terceira de São Francisco e de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos; a Fundação Casa de Jorge Amado e a Casa do Benin; e as sedes dos blocos afros e afoxés Olodum, Filhos de Gandhy e Didá. Também é possível apreciar a boa gastronomia do local com itens pitorescos, como o cravinho – bebida composta por infusão de cachaça, mel, cravo e limão.



Os visitantes também podem conferir a programação cultural promovida pela administração municipal, denominada Pelourinho Dia e Noite (www.pelourinhodiaenoite.salvador.ba.gov.br). A iniciativa envolve também uma série de ações para impulsionar o desenvolvimento social, econômico e de infraestrutura da região. Bem ao lado, na Praça da Sé, vale a visita à recém-inaugurada Casa do Carnaval – um museu tecnológico administrado pela Prefeitura que traz, no acervo, desde artigos pessoais de artistas locais até a história da festa, contada através de instrumentos audiovisuais.


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