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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Espaço Cultural terá história da Igreja Católica


Espaço cultural terá como foco história da Igreja Católica no Brasil.

Local deverá ser entregue para visitação em dezembro deste anoInvestindo no potencial do turismo religioso da capital baiana, bem como protegendo e revitalizando seu patrimônio histórico e cultural, a Prefeitura apoia a reforma do Centro de Referência da Igreja Católica do Brasil, que funcionará no Palácio Arquiepiscopal de Salvador (Praça da Sé, Pelourinho), garantindo a efetivação da instalação do memorial. Gerido pela Arquidiocese de São Salvador, o edifício - que possui três pavimentos e um porão - passará a ser um equipamento de cultura e meditação. 

O espaço abrigará exposições temporárias e viabilizará o compartilhamento de conhecimentos com acervo museográfico e expográfico.Para a execução desse projeto, a Prefeitura investiu R$510 mil em patrocínio. A realização da requalificação do Palácio Arquiepiscopal, executada pela Arquidiocese de Salvador, está sendo finalizada. Até dezembro, o Centro de Referência da Igreja Católica do Brasil também deverá ser concluído e entregue ao público. 

Em função do investimento, o município terá diversas contrapartidas, a exemplo da composição de um conselho curador do memorial, que irá definir as políticas e regras de funcionamento do equipamento, além da garantia da participação gratuita de alunos da rede municipal em visitações.

O titular da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), Cláudio Tinoco, explica que o equipamento será interessante por integrar um núcleo voltado ao turismo religioso. “O Palácio da Sé extrapola a questão religiosa, pois é referência na história da formação da cidade e todo patrimônio de Salvador. Independentemente da religião, vai atrair a atenção dos baianos e turistas. 

O espaço também vai dialogar com outros equipamentos que estão no entorno, sobretudo com a Catedral Basílica, que está sendo restaurada”, frisou.Estrutura - O térreo do centro, além do espaço receptivo, será ocupado com o Laboratório de Conservação e Restauração Reitor Eugênio Veiga (LEV), que contará com um espaço dedicado à pesquisa. O laboratório, que atualmente se encontra na Universidade Católica de Salvador, tem como missão restaurar, preservar, pesquisar e difundir o acervo documental da Igreja Católica. 

Com a mudança de endereço, o acervo se tornará mais acessível, possibilitando que mais interessados na temática possam mergulhar na história da igreja. O segundo andar do edifício será destinado à exposição de longa duração “A Igreja e a formação do Brasil“, composta por elementos próprios e de bens históricos remanescentes de outros edifícios religiosos, como a antiga Catedral da Sé. 

A exposição tem como premissa revelar e acentuar distintas perspectivas do processo de formação da sociedade, que se confunde com a história da Igreja Católica na América. Cada ambiente apresenta um pilar que sustenta a história do pensamento e da cultura católica no Brasil: a terra nova, a criação do bispado, cultura, devoção, ofícios e os tesouros a Sé. Outro pavimento abrigará o centro administrativo da igreja, onde também serão realizados eventos religiosos e exposições temporárias. 

A proposta é que esse pavimento também seja aberto à visitação do público, possibilitando acesso ao mobiliário histórico, que inclui o arcaz da antiga Sé, a galeria dos bispos e arcebispos da Bahia e um espaço dedicado ao Arcebispo Sebastião Monteiro da Vide – arcebispo de Salvador à época da construção e responsável pelo primeiro documento que regulava a vida religiosa na colônia. 

A sala do Arcebispo e sua capela estarão ocasionalmente abertas à visitação.Apesar das salas expositivas possuírem certa autonomia de conteúdo em relação ao todo, a exposição possui um percurso definido, tecendo as narrativas sustentadas por acontecimentos de ordem cronológica e simbólica. O trajeto será acompanhado por um monitor devidamente treinado, responsável pelo auxílio e mediação desse conteúdo, ampliando o diálogo das questões suscitadas ao longo do percurso. 

Além das legendas e das fichas técnicas tradicionais do acervo, parte do mobiliário e dos objetos vão conter uma breve contextualização histórica e estética, agregando outras camadas de sentido ao acervo.

O Palácio Arquiepiscopal foi construído na primeira metade do século XVII. O local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938.

O próprio edifício também é parte da exposição de longa duração. Para preservar as estruturas básicas do bem, o espaço será utilizada sem novas divisórias ou paredes internas. Foco no turismo religioso - Elencando investimentos neste segmento, a Prefeitura também tem investido no Corredor da Fé, cujo projeto está em andamento. 

A proposta cria um corredor exclusivo para devotos do Senhor do Bonfim, ligando o Memorial de Irmã Dulce (Largo de Roma) à Basílica do Bonfim (Bonfim). As obras na Colina Sagrada já foram iniciadas, e o investimento é de R$11,5 milhões, potencializando o caráter simbólico da Basílica de Nosso Senhor do Bonfim, estimulando o turismo religioso dentro do projeto da Prefeitura de implantação do Caminho da Fé, que começa no Memorial Irmã Dulce.

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