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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Segundo pesquisa, obesidade abdominal em 70% dos moradores do Vale do Ogunjá


Pesquisa internacional aponta obesidade abdominal em 70% dos moradores do Vale do Ogunjá.

Resultado preliminar é fruto de estudo inédito realizado entre a Clínica FTC, Instituto Gonçalves Moniz (Fiocruz-BA) e a Universidade do Minho (Portugal) Moradores do Vale do Ogunjá, no Acupe de Brotas, participam de uma pesquisa internacional inédita para identificar fatores de risco para ocorrência de doenças cardiovasculares. 

Os primeiros resultados da VASCOR, que é fruto de uma parceria entre a Clínica FTC, Instituto Gonçalves Moniz (Fiocruz-BA) e a Universidade do Minho (Portugal), apontam que 70,4% das pessoas que já participaram da pesquisa estão com obesidade abdominal.

A divulgação dos primeiros dados reforça o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a obesidade ser um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares – principal causa de morte no mundo. Além de detectar obesidade, por meio dos exames de medidas, os pesquisadores também encontraram alteração no colesterol de 70,8% dos voluntários que passaram por exames de sangue.

De maneira mais específica, a pesquisa investiga casos deobesidade visceral (acúmulo de gordura na barriga), inflamação crônica e rigidez arterial. O diferencial é o fato de os pesquisadores terem acesso a análises mais detalhadas, através de um aparelho chamadoSplygmocon, disponível em poucos lugares no mundo. 

Esse aparelho é usado para realizar exames cardiovasculares não invasivos, como o que mede a velocidade com que o sangue corre nos vasos (VOP- Velocidade da Onda de Pulso). “Os exames são feitos em pessoas que não apresentam sintoma algum. Queremos perceber quem está com essa velocidade aumentada, já que esse aumento faz a pessoa ficar com lesão vascular, o que pode causar AVC e infarto por exemplo”, explica a cardiologista Lucélia Magalhães, responsável pela pesquisa e coordenadora da Clínica FTC.

Os pacientes são moradores do entorno da Clínica FTC, localizada no Vale do Ogunjá, que foram escolhidos, por meio de sorteios, realizados durante visitas feitas pelos pesquisadores às suas casas. Os primeiros voluntários, selecionados entre os meses de novembro de 2016 e maio de 2018, têm sido atendidos na própria Clínica aos sábados pela manhã.  “A comunidade tem recebido bem as equipes de trabalho. 

Para muitas pessoas, é uma oportunidade de fazer exames sem custo”, conta o estudante do curso de Medicina da FTC, Rodrigo Lins, coordenador das equipes que realizam as atividades de campo.A pesquisa, que será realizada até janeiro de 2020, tem como espaço amostral um total de 301 pessoas, das quais 132 já foram avaliadas. 

O trabalho com os moradores da região faz parte das ações de responsabilidade da Rede FTC, mas também é estratégico do ponto de vista científico. “Só tem um estudo que conheço que é focado na população negra. Esses estudos são, na maioria das vezes, sobre a população branca. 

Como a incidência de negros e mestiços é grande na região, isso vai ajudar muito do ponto de vista das descobertas”, afirma a cardiologista Lucélia Magalhães, acrescentando que a população negra tem hipertensão mais grave e difícil de ser controlada e, consequentemente, pode ter órgãos como coração, cérebro e rins danificados mais rápido.

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