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sábado, 24 de novembro de 2018

Caminhada na Liberdade alerta combate ao racismo


Caminhada na Liberdade alerta sobre necessidade de combater racismo Aluno do 5º ano A da Escola Municipal Vila Vicentina, Luís Henrique Santos, de 11 anos, segurava um cartaz com a frase: “Respeito é bom e todo mundo gosta”. 

Ele foi um dos cerca de 350 estudantes, de dez escolas municipais do bairro da Liberdade, que estiveram reunidos, na manhã desta sexta-feira (23), com um único objetivo: celebrar o Mês da Consciência Negra e conscientizar a população sobre a importância do combate ao racismo. 

Puxada pelo som dos tambores do Bloco Muzenza, saindo do Plano Inclinado, a “II Caminhada das Escolas Municipais do Polo Liberdade” seguiu até o Largo da Soledade, homenageando nomes que marcaram a história de luta da classe negra, como Nelson Mandela, Pelé, Daiane dos Santos, as judocas Rafaela Silva e Ketleyn Quadros, João do Pulo, os cantores Dorival Caymmi e Edson Gomes e o bloco afro Ilê Aiyê. Pela primeira vez na caminhada, Luís Henrique demostrou esperança. “Que essa caminhada una as pessoas e faça com que elas entendam que todos nós somos seres humanos e merecemos respeito, e que parem com essas atitudes de preconceito e discriminação”, afirmou. 

“A sociedade precisa compreender que é necessário o fortalecimento dos nossos elos, vínculos e da nossa cultura. Trazer essa ação para as ruas é de grande importância para chamar atenção para o combate ao racismo. Viemos lembrar que somos todos iguais e merecemos respeito”, afirma a gerente regional de educação, Jussara Rosa. Além de professores, gestores, funcionários e agentes da educação, a caminhada também atraiu a população, que foi animada ainda pela Fanfarra da Escola Municipal Helena Magalhães. 

“O combate ao racismo não pode deixar de ser falado nunca, pois as pessoas precisam se educar e se conscientizar de que ninguém nasce preconceituoso, são ensinadas a serem. Precisamos falar disso cada vez mais para que nossas crianças, que são o nosso futuro não sejam racistas e possamos construir uma sociedade mais igualitária”, declara Aurelina Maria, de 59 anos, dona de casa e moradora do bairro da Liberdade. 

A iniciativa teve o apoio da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar, Conselho tutelar IV, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Prefeitura Bairro da Liberdade/São Caetano, Guarda Municipal, Transalvador e do Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN), vinculado à Secretaria Municipal da Reparação (Semur).

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