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sábado, 1 de dezembro de 2018

Agricultoras familiares baianas participam do 1º Simpósio Elas no Agro

As experiências de duas agricultoras familiares empreendedoras foram destaque no 1º Simpósio Elas no Agro, realizado nos dias 28 e 29 de novembro, durante a 31ª Fenagro, que acontece em paralelo à 9ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, no Parque de Exposições de Salvador, até o dia 02 de dezembro.

A presidente da Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça (Cooperbac), Joahra Oliveira, apresentou uma pouco da sua trajetória e da cooperativa, além de reafirmar a importância do trabalho das mulheres na Cooperbac.

Para Joahra, a oportunidade de apresentar um pouco da sua história e da Cooperbac foi incrível: “A mulher está tendo um papel indispensável na sociedade. A gente vê que muitas conquistas da cooperativa tiveram a participação das mulheres, que apresentaram suas necessidades e anseios e criaram projetos importantes. Essa oportunidade foi única, de divulgar nossos projetos, e a história de mulheres que, depois da expansão da cafeicultura, passou à frente na cadeia produtiva do café, principalmente na agricultura familiar”.

A presidente da Cooperbac observou ainda que a cooperativa, que atualmente possui 45 mulheres associadas, sendo quatro jovens, vem crescendo e se desenvolvendo com o apoio recebido da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), na execução de projetos como o Bahia Produtiva, que possibilitou investimentos na qualificação do café, com laboratório de análise das amostras para a produção comercial de um café especial.

A Cooperbac foi selecionada no edital de Alianças Produtivas.  Nas etapas de execução do projeto estão previstos investimentos na estruturação das associações vinculadas, em equipamentos na agroindústria e em veículos para viabilizar o escoamento da produção.

Ângela Francisca Pinto, da  Associação dos Produtores de Culturas Irrigadas do Município de Wanderley, também apresentou sua experiência e ressaltou que as mulheres precisam perceber o quanto elas são importantes para a sociedade e entender que podem dar uma contribuição muito grande em favor do crescimento da sociedade, do lugar onde vivem e do país, podendo passar o exemplo para outras mulheres, que precisam estar em todos os lugares, porque o trabalho delas é tão importante quanto o dos homens, apesar de algumas vezes não terem seu trabalho valorizado. Ela informou que a associação possui cerca de 30% de mulheres de um total de 80 famílias atendidas também com ações do projeto Bahia Produtiva.

Dona Chiquinha, como todos a chamam, disse que ainda são poucas as mulheres familiarizadas na cadeia do leite, mas que já existem mulheres nas ordenhas e são exemplos de organização, paciência e cuidados com a higiene. Ela faz um trabalho voluntário na associação porque gosta do que faz e por ser filha de produtores rurais e ter crescido nesse ambiente rural, de produção de leite, de queijo, requeijão, apesar de ter sido professora por 30 anos: "Eu sou produtora de leite, fiz curso para aprender mais sobre o ambiente rural e na associação estou vendo um crescimento muito grande, e o quanto podemos ajudar as pessoas que vivem no campo, orientando os que não têm trabalho, mas que depois que entram na cadeia do leite, que é sustentável, não querem mais sair, porque estão ganhando o dinheiro deles, aí não precisam mais ir atrás de emprego, ou trabalhar na casa dos outros, permanecendo na própria propriedade, passando a ter condições melhores, colocando seus filhos para estudarem. Quem dá comida a vaca e tira leite não passa fome”.

De acordo com Fernando Cabral, coordenador do Bahia Produtiva, Joahra e Francisca são mulheres dinâmicas foram selecionadas pelo Bahia Produtiva, estão recebendo investimentos que apoiam as cadeias do café e do leite, possibilitando o acesso a mercados mais competitivos: “Elas foram selecionadas por serem mulheres empreendedoras rurais”.

Bahia Produtiva

Garantir a sustentabilidade e a inclusão socioprodutiva a famílias de comunidades rurais baianas são algumas das finalidades do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a partir de um acordo de empréstimo entre o Governo do Estado e o Banco Mundial.  O projeto já lançou editais para a seleção de 853 projetos socioambientais e de apoio às cadeias da Apicultura e Meliponicultura, Bovinocultura de Leite, Caprinovinocultura, Aquicultura e Pesca, Mandiocultura, Oleaginosas e Fruticultura, além de destinar recursos específicos para Povos Indígenas, Comunidades Quilombolas, Alianças Produtivas e Requalificação de Agroindústrias.

A ação está atendendo mais de 32 mil famílias, desde 2015, com investimentos da ordem de R$ 288,6 milhões. As mulheres e jovens fazem parte do público prioritário do projeto Bahia Produtiva, que inclui também povos indígenas e comunidades quilombolas.

 Foto: André Fofano


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