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domingo, 6 de janeiro de 2019

Uso do filtro solar na infância diminui em 50% o risco de desenvolver melanoma na fase adulta

Que o uso do filtro solar ajuda a prevenir o câncer de pele, todos já estão cansados de saber. A novidade é que, quanto mais cedo for o início da utilização, maiores são as chances de evitar a doença em sua forma mais grave, o melanoma. Essa foi a conclusão de um estudo recente, publicado no Journal of the American Medical Association Dermatology, após ser relacionada a incidência desse tipo de câncer em adultos com hábitos de proteção solar desde a infância e adultos que não tinham este hábito durante a infância. O estudo conclui que pessoas que usam o filtro solar desde pequenos terão 50% menos chances de desenvolverem a doença na fase adulta. 
 
De forma geral, o câncer de pele é o tipo da doença mais frequente no Brasil e corresponde a 30% dos tumores malignos registrados em todo o país. A estimativa é que totalizem 6.260 casos até o final deste ano, sendo 2.920 em homens e 3.340 em mulheres (2018 - INCA). Sobre os tipos de câncer de pele, a dermatologista Clarissa Felix, que atua no Plano Ambulatorial Boa Saúde, vinculado ao Grupo Vitalmed, explica que existem vários, mas podem ser divididos em dois grandes grupos: os não melanoma e o melanoma. Os não melanoma são muito mais frequentes,  porém geralmente com melhores prognósticos. Já o melanoma, apesar de representar somente 3% das neoplasias malignas do órgão, possui alta possibilidade de provocar metástase.
 
Ainda de acordo com a especialista, além da prevenção, é importante detectar o tipo mais grave da doença de forma precoce. As pessoas devem estar atentas a pintas escuras e com bordas irregulares na pele, que podem ainda ser acompanhadas de coceira, dor, crescimento, ou serem assintomáticas. “Idas regulares ao médico dermatologista podem ajudar a identificar a doença mais rapidamente, garantindo maiores possibilidades de cura”, afirma Clarissa Felix
 
Para o diagnóstico, existe uma regra adotada internacionalmente, conhecida como “ABCDE”. Através dela, podem ser identificados sinais da existência de melanoma na pele. Lembrando que a análise precisa ser feita por profissional da área. São eles:
 
·Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra;
·Bordas irregulares: contorno mal definido;
·Cor variável: presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul);
·Diâmetro: maior que seis milímetros;
 
*Evolução: a lesão vem apresentando modificações, como crescimento, sangramento, dor.
 

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