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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Psicólogo diz que é possível prevenir suicídio


No Brasil, os números são preocupantes: de 2007 a 2016, 106.374 pessoas morreram em decorrência do suicídio — em 2016, a taxa foi de 5,8 por 100 mil habitantes. Segundo a  Revista Galileu, o Ministério da Saúde diz que  a intoxicação é responsável por 18% das mortes, enquanto o enforcamento apresenta um índice de 60% dos óbitos, do   total de ocorrências, 70% das tentativas de suicídio por intoxicação aconteceram com mulheres.

O Psicólogo Augusto Cezar de Souza Neto disse que é possível prevenir o suicídio  através  de apoio social e controlabilidade.  No que refere a  uma habilidade de construir relações sociais embasadas no respeito e na reciprocidade.

 “As Pessoas que não têm esta rede de apoio social adoecem mais fácil. A controlabilidade diz respeito a uma habilidade de resolução de problemas, todo ser humano precisa desta habilidade, independente da idade.” afirma.

O especialista disse que o  suicídio pode ser interrompido e ressalta a importância do processo ser feito por um profissional.  Ele  faz uma alerta para  pessoas que estejam enfrentando problemas com o suicídio, deve buscar  busque ajuda. "Dividir tais emoções com alguém, contar para outra pessoa,  ajuda de um profissional e acreditar que assim como milhões de pessoas superaram dificuldades, “você irá sair desta”, avalia.

.”Eu sempre indico que a pessoa que esteja ouvindo ou vendo o relato de suicídio ouça sem julgamentos e indique que o indivíduo  ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV). Os operadores do Serviço são amplamente treinados para reverterem tentativas de suicídio, os contatos podem ser realizados através do numero 188. O projeto é idealizado por múltiplos profissionais com anos de experiência.”ressalta.

Augusto Cezar  faz um alerta às famílias

“Não lidem com isto sozinho,” busquem ajuda de um profissional. Nós da Psicologia estudamos décadas sobre a depressão, que é um fenômeno complexo. 
Também indico não aliar o que a pessoa está passando com justificativas espúrias como “você também não se esforça” ou “isto é falta de Deus”. Uma análise destas frases mostra-nos que elas responsabilizam o sujeito. Esta “pessoa não pediu para sentir-se assim e precisa de escuta, ajuda e compreensão, não de avaliação”, declara.

O especialista explica  que   familiares podem ajudar fornecendo uma escuta diferenciada, sem julgamento e buscando ajudar a pessoa a resolver tais problemas de maneira eficaz. Caso encontre resistências, procurar ajuda de um psicólogo ou até mesmo um psiquiatra.

Segundo o psicólogo os principais sinais apresentados pelo indivíduo que pensa em suicídio são: formas de isolamento, falta de autocuidado, compensações (às vezes, por exemplo, bebendo  em excesso,  festejando demais, comendo demais ou de menos).

Ele ainda falou que  o suicídio não pode ser explicado apenas como resultante de ter passado por traumas, dificuldades ou ter vivenciado grandes limitações. Caso esta premissa fosse verdadeira, pessoas ricas, consideradas como bem-sucedidas e com prestígio social não adoeceriam.

”O suicídio é resultado da interação entre três fatores: orgânicos, aprendizagens durante a vida e fatores externos como acontecimentos que testam nossa condição humana”, pontua.

Segundo o psicólogo alguns fatores trazem influência para o indivíduo, entre eles está a sensação de desesperança da condição aversiva. Ele explica que o suicídio geralmente vem como uma saída encontrada pelo indivíduo para livrar-se de tais condições adversas, em outras vezes o suicídio também pode vir como punição para quem lhe causou muito sofrimento no passado. Sobretudo o psicólogo defende que é possível prevenir o  suicídio seguindo orientações do profissional especializado.


Texto: Ana Meire Dias/Revisão Coelho//Jornalista

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