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quarta-feira, 15 de maio de 2019

SJDHDS faz palestra sobre tráfico de pessoas para motoristas da UBER



“O objetivo aqui é discutir táticas de prevenção. Os motoristas estão lidando com o público no dia a dia, precisamos deles para nos ajudar a identificar possíveis casos de tráfico de pessoas, denunciar e salvar uma vida", pontuou Admar Fontes.

Durante a palestra, o público conheceu mais sobre o tema “Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual”, tirou dúvidas e foi orientado sobre as formas de identificar e denunciar. O panorama geral sobre o problema revelou que o tráfico de pessoas tem movimentado cerca de R$30 milhões por ano, perdendo em números apenas para o tráfico de drogas.

“Vocês precisam estar atentos em suas viagens, ouvir as pessoas, transformar essas conversas em diálogos. São nestes detalhes que vocês podem orientar as vítimas e sugerir que elas busquem mais informações. Conversar sobre propostas de trabalho muito estranhas e lucrativas, sensibilizá-los e denunciar", destacou Admar.

Para Evandro Ribeiro, 48 anos, que há dois é motorista da Uber, a iniciativa é de suma importância. "Nós podemos ser um braço importante nessa luta, ajudar a denunciar esses abusos que muitas vezes acontecem do nosso lado e nem sabemos, então é preciso ficar alerta, conhecer os sinais”, destacou o motorista.

Na oportunidade, Admar Fontes também apresentou o trabalho do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo (NEPT), apresentando a missão do órgão que existe desde 2011. O Núcleo presta atendimento especializado às vítimas, atua em conjunto com as redes de proteção e discute táticas de prevenção, além de atuar no resgate e apoio assistencial das vítimas.


A atividade foi realizada pela Plan International Brasil em parceria com a Uber.


O crime de tráfico de pessoas faz 2,4 milhões de vítimas por ano. Mulheres, crianças e homens negros de baixa renda e baixa escolaridade, com idades entre 13 e 27 anos, estão entre o perfil mais propenso a ser alvo, entretanto, todos podem ser vítimas. Foi isso que explicou Admar Fontes, coordenador do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), em evento de sensibilização de motoristas da UBER, realizado nesta segunda-feira (13), no Auditório Colégio Salesiano.

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