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terça-feira, 29 de outubro de 2019

O que você precisa saber sobre o câncer de mama, mas ainda não te contaram

Sabia que existe um período mais adequado para fazer o autoexame? E que apenas cerca de 10% das mulheres que tiveram câncer de mama têm predisposição genética a câncer? Já em relação a ter muitos filhos, é verdade que isso diminui as chances de ter a doença? Essas são algumas das questões que a médica geneticista da Diagnoson a+, Dra. Larissa Souza Mario Bueno, esclarece a seguir.



Existe um período mais indicado para fazer o autoexame?

Que o autoexame ajuda a mulher a conhecer suas mamas e perceber mudanças mais precocemente, todo mundo sabe. O que pouca gente pode saber é que há um período mais indicado para fazê-lo: mensalmente, após a menstruação, logo que as mamas desincharem. Para quem não menstrua mais, a recomendação é fazer no mesmo dia, a cada mês. Nas mulheres com idade para fazer mamografia é importante ressaltar que um autoexame não substitui o exame mamográfico.



Histórico na família importa?

Casos de câncer de mama assim como tumores em outros órgãos podem ser um sinal de predisposição hereditária. Uma consulta com médico geneticista pode ajudar a descobrir se esse é o seu caso. Mas, vale lembrar que a grande maioria das mulheres diagnosticadas com câncer de mama não apresenta outros casos na família. Ou seja, toda mulher precisa ficar atenta e adotar hábitos saudáveis, incluindo boa alimentação e atividade física, além de estar com as consultas médicas e exames em dia, pois, se diagnosticado no início, o câncer de mama tem mais de 90% de chances de cura.



Anticoncepcional: inimigo ou não?

Outra dúvida comum é a respeito da relação entre anticoncepcionais hormonais e o câncer mamário. Sobre o assunto, é bom frisar que estudos recentes não sinalizam elevação do risco da doença em mulheres que fazem uso do medicamento. No entanto, em casos de predisposição hereditária a câncer, o uso de hormônios deve ser avaliado pelo médico.



Ter filho evita o câncer?

Outro questionamento rotineiro é: mulheres sem filho têm mais chances de terem a doença? A resposta é que se sabe que mulheres que têm filhos são menos suscetíveis ao câncer de mama. São vários os motivos. Ter filho faz a mulher ter uma pausa hormonal, o que diminui os níveis de estrógeno, que é considerado o alimento do câncer e, também, ao amamentar, as células mamárias produzem leite e se reproduzem menos, reduzindo a chance de tumores. Mas, vale o alerta: a amamentação é um fator protetor e deve ser estimulada, mas não isenta da possibilidade de aparecer a doença.



Menstruação precoce ou maternidade tardia: preciso redobrar a atenção?

Esses são sim fatores que aumentam o risco de ter a doença. Quem menstrua antes dos 12 anos ou é mãe depois dos 30 tem maior probabilidade de desenvolver o câncer de mama. Mas, existem outros fatores que devem ser avaliados, também.



Caroços nas axilas: devo me preocupar?

Vale lembrar que não é apenas na mama que aparecem sinais clínicos. A região das axilas deve estar no radar e qualquer alteração pode servir como alerta à mulher. Por isso, ao pedir a ultrassonografia mamária, o médico solicitante deve incluir no pedido o exame de ultrassom das axilas. 



Preciso mesmo fazer a mamografia depois dos 40?

A mamografia é o exame de imagem indicado para o rastreamento do câncer de mama. Recomenda-se a realização anual a partir dessa idade, pois é quando a ocorrência do câncer de mama aumenta. Ela é fundamental para o diagnóstico e, em alguns casos, pode ser solicitado antes dos 40. Outros exames importantes para o diagnóstico são a ultrassonografia mamária e a ressonância magnética das mamas em casos específicos, além do exame clínico das mamas realizado por um médico.



Como os testes genéticos podem ajudar?

Os testes genéticos estão disponíveis para identificar pessoas em risco de desenvolvimento de neoplasias, ou seja, com maior risco para o desenvolvimento de tumores malignos. Com essa informação, podemos fazer o acompanhamento médico personalizado para evitar e/ou diagnosticar a doença mais precocemente.  Eles também contribuem para os casos de pacientes que já foram diagnosticados com câncer. Por exemplo, temos os testes genéticos para ajudar na escolha do tratamento.



Esses testes podem ser muito relevantes em Oncologia e permitem, em alguns tipos de tumores, uma conduta mais individualizada. Um exemplo desses testes é o Oncotype DX, que analisa os cânceres de mama ao avaliar a expressão de um conjunto de genes associados a esses tumores. O teste é feito no tecido tumoral da mama por meio de técnicas de biologia molecular e análises de expressão gênica por meio de algoritmo matemático que revela as características do tumor. Os exames genéticos no tecido tumoral complementam o acompanhamento personalizado do paciente, mas não substituem os testes genéticos para diagnóstico de condições de predisposição hereditária a câncer e algumas vezes o paciente precisará realizar os dois exames­­­­­­­­­­­­­­­.



Existem também outros exames da Oncogenética disponíveis para todo o Brasil por meio da plataforma online Fleury Genômica (www.fleurygenomica.com.br). Outras opções são o Painel de Câncer de Mama e Ovário Hereditário, que sequencia 25 genes e, também, o Oncofoco, oferecido na versão simples e ampliada e que pode avaliar 72 ou 366 genes – exames voltados para pacientes com câncer em fase de metástase e que não respondem aos tratamentos convencionais.




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