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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Artigo: Combater o suicídio

Diariamente somos surpreendidos com notícias de suicídio. Em todo o mundo, aproximadamente 800.000 pessoas morrem por suicídio a cada ano, representando 1,5% de todas as mortes e é a principal causa entre pessoas de 15 a 24 anos de idade.

De acordo com estudos recentes do Jornal Inglês de Medicina, as taxas de suicídio têm aumentado nas Américas; nos Estados Unidos, por exemplo, subiram 1,5% ao ano desde 2000. Fatores de risco foram investigados na população. Além disso, fatores predisponentes e eventos precipitantes foram examinados. Cada um pode ser mediado por características genéticas, psicológicas e de personalidade. Fatores individuais, particularmente distúrbios psiquiátricos, têm o efeito mais forte no suicídio.

A depressão bipolar, distúrbios do espectro da esquizofrenia, transtornos por uso de substâncias, epilepsia e lesão cerebral traumática aumentam a probabilidade de suicídio em aproximadamente 3 vezes. Há também fatores predisponentes, que incluem tentativa prévia de suicídio, abuso sexual na infância, histórico familiar de comportamento suicida e perda dos pais por suicídio na primeira infância. Portanto, fatores predisponentes e precipitantes juntos são considerados decisivos nas mudanças psicológicas, o que inclui se sentir sozinho, sem esperança, o que leva ao isolamento social.

Desse modo, estratégias de prevenção ao suicídio devem ser utilizadas a fim de evitar o pior. Em todo o mundo, o enforcamento é responsável por aproximadamente 40% mortes por suicídio, e os pesticidas são responsáveis por 14 a 20%. As restrições a pesticidas foram avaliadas em 16 países e proibições de venda foram associados com reduções de suicídios no Sri Lanka, Bangladesh e Coréia do Sul. Porém, essas medidas por si só não são suficientes.

Fica evidente que a pessoa com ideação suicida necessita de apoio, de ser enxergado, seja no seu leito familiar ou no seu convívio social diário. Alguns sinais podem ser demonstrados mas, infelizmente, não são percebidos pela maioria das pessoas. Cabe-nos não julgar ou menosprezar o sentimento alheio e sempre ofertar o abraço e o ombro amigo para ajudar. Ajude! Oriente! Em suma, diante de uma sociedade conturbada e imersa em inversões de valores, cuidar da nossa saúde mental é imprescindível. Do contrário, corpo e mente estarão em curto-circuito.

Tiago A. Fonseca Nunes

Médico

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