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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Cabelo caindo mais na quarentena? Veja quais podem ser as causas

Cabelo caindo mais na quarentena? Veja quais podem ser as causas 


Você tem a impressão de que seu cabelo tem caído mais durante a quarentena? A dermatologista da Clínica Osmilto Brandão, Marília Acioli, ajuda a esclarecer dúvidas que surgem sobre o tema e explicar o que pode estar colaborando para esse fenômeno.   

Uma pessoa possui mais de 150 mil fios de cabelo e pode perder por dia de 100 a 150 deles. “Isso é absolutamente normal. Cada pessoa tem um padrão de renovação do cabelo e o que eu oriento que os pacientes observem é se houve uma mudança brusca”, explica Marília. Segundo ela, muitas pessoas estão alegando o aumento da queda de cabelo pelo fato de estarem confinadas em casa.   

“Normalmente, ao longo do dia, perdemos fios no banheiro, no trabalho, no carro, na academia, etc. Só que agora estamos restritos à casa. Então os fios que ficavam espalhados e a gente não via, agora estão concentrados em um único lugar, o que pode sugerir a ocorrência de mais queda, mas é uma falsa impressão”, alega.   

Segundo Marília, existem dois fatores predominantes que podem ocasionar a alteração do padrão de queda nessa quarentena. O primeiro motivo é a mudança na alimentação. “A deficiência de vitaminas e minerais vai interferir no crescimento do cabelo e pode, sim, ocasionar queda”. O segundo motivo é o estresse. “Não existe nenhuma pessoa que nesse momento não esteja passando por algum nível de estresse. A saúde mental como um todo, pode interferir também nisso”.   

Quando um fio se desprende pode ficar emaranhado com o resto do cabelo. Eles costumam se soltar nos momentos de prender ou soltar o cabelo, durante o ato de pentear e na lavagem. Isso é mais visível para quem tem cabelo cacheado, já que percebe mais nitidamente essa queda ao lavar os fios. “As pessoas têm a impressão de que lavar o cabelo faz os fios caírem, mas não é verdade. Na lavagem você consegue ver a quantidade de fios que perdeu ao longo dos dias. Se caem cerca de 100 diariamente e uma pessoa lavar o cabelo a cada três dias, no banho ela vai perceber que se soltaram 300 fios”, explica Marília.   

A dermatologista também chama a atenção para outro fator que pode favorecer o processo de queda, que é uma higiene inadequada do couro cabeludo.  Doenças agudas, cirurgia, febre, gripe intensa e até mesmo dietas muito restritivas são fatores que também podem causar uma queda pontual. “Mas isso não é sentido na hora, ocorre normalmente três meses depois, que é o tempo de renovação de cabelo”, comenta a dermatologista.  

Outro ponto importante é diferenciar a queda da quebra. A queda de cabelo acontece quando é possível identificar o fio por completo, inclusive com aquela “pontinha branca”. Se esse não for o caso, o que está acontecendo, na verdade, é uma ruptura. “Se há um aumento da quebra é porque tem algo errado com a fibra do cabelo. Pode ser que esteja fragilizado pela química, por dano térmico, como chapinha, ou algum outro fator como prender ou esticar demais o cabelo”, comenta a dermatologista. 





Calvície 

Marília Acioli elucida que tanto o homem quanto a mulher podem carregar o gene da calvície. Normalmente, nas mulheres isso acontece após a menopausa, devido à diminuição dos hormônios. Ela também chama a atenção para o fato de que algumas mulheres podem manifestar a calvície antes desse período por causa da genética intensa ou alterações hormonais.  

A mulher não chega a ficar calva, mas o cabelo vai esvaziando aos poucos e ela nota que que está enxergando mais o couro cabeludo. Para os homens, um jeito fácil de perceber se está passando por esse processo é comparar as fotografias antigas e perceber se a testa e as entradas de cabelo vão ficando maiores com o passar do tempo.  

A dermatologista chama a atenção para a importância de procurar ajuda de um dermatologista no caso da queda de cabelo ser maior do que o normal e não fazer tratamentos por conta própria. “A avaliação médica é muito importante, pois a queda de cabelo pode ser o indicativo de uma doença mais grave. A automedicação pode acabar postergando o diagnóstico e tratamento adequado”, afirma. 


Sugestão de fonte: Marília Acioli, dermatologista da Clínica Osmilto Brandão. 

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