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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Mudanças de hábitos de vida podem tratar Síndrome do Ovário Policístico

Ginecologistas da Clínica EMEG explicam que alimentação equilibrada e controle do peso são fundamentais no tratamento

Cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva sofrem com a Síndrome do Ovário Policístico (SOP), doença endócrina caracterizada pelo aumento da produção de hormônios masculinos que eleva o risco de problemas como resistência à insulina, diabetes tipo 2, câncer e infertilidade. De acordo com o Ministério da Saúde, a síndrome é um distúrbio hormonal que provoca formação de cistos nos ovários, o que fazem com que eles aumentem de tamanho e provoquem alterações no metabolismo da mulher. As ginecologistas e sócias da Clínica EMEG Ana Cristina Batalha, Cristina Sá e Ticiana Cabral explicam que o problema atinge, principalmente, mulheres em idade reprodutiva e se caracteriza pela menstruação irregular, alta produção de testosterona e presença de microcistos nos ovários.

“É importante destacar que ter ovários policísticos não é sinônimo de sofrer com a síndrome do ovário policístico e seus sintomas”, comenta Ticiana Cabral. “Aproximadamente 20% das mulheres que chegam ao consultório ginecológico para fazer o ultrassom apresentam cistos no ovário. No entanto, a síndrome só é diagnosticada quando ocorre o aumento dos hormônios masculinos no corpo da mulher associado ao aumento da resistência insulínica e menstruação irregular”.

Sintomas
O sobrepeso e a obesidade são os sintomas mais comuns entre as mulheres que apresentam a doença. “Além do ganho de peso, a síndrome desencadeia outros problemas em função do aumento na produção de hormônios masculinos, como pele muito oleosa, acne, queda de cabelo, crescimento de pelos no rosto, nos seios e no abdômen, dificuldade para engravidar e menstruação irregular ou inexistente”, explica Ana Cristina Batalha.

Prevenção e tratamento
Por se tratar de uma alteração metabólica, a Síndrome do Ovário Policístico deve ser tratada com mudança de hábitos de vida, reeducação alimentar e atividades físicas. “Mudanças no estilo de vida, o que inclui diminuir carboidratos da alimentação, praticar exercícios físicos e controlar o peso, é fundamental para melhorar a qualidade de vida e as condições de saúde de quem recebe o diagnóstico, além de melhorar a resistência insulínica da paciente”, comenta Cristina Sá. Associado à adoção desses hábitos, as ginecologistas costumam prescrever medicamentos para “regularizar a menstruação ou diminuir a sintomatologia da paciente, principalmente, em relação aos sintomas androgênicos (pêlos, oleosidade da pele, acne…), enquanto a paciente faz essa transição em seu estilo de vida”.

As mulheres que não fazem o tratamento em idade reprodutiva apresentam mais riscos de desenvolver problemas cardiovasculares quando atingem a menopausa, revela Ticiana Cabral. “Por isso, não podemos negligenciar essa doença para evitar riscos maiores como, principalmente, a diabetes mellitus Tipo 2, que é uma doença crônica que afeta a forma com que o corpo processa o açúcar do sangue e está presente em 90% de todas as pessoas com diabetes", finaliza.


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