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quarta-feira, 8 de julho de 2020

SJDHDS manifesta preocupação com a Cacica Cátia e indígenas da Aldeia Patiburi

Na manhã de sábado (04), indígenas da Aldeia Patiburi, localizada na Terra Indígena Tupinambá de Belmonte, no Extremo Sul da Bahia, foram surpreendidos com um drone sobrevoando a aldeia e a residência da Cacica Cátia, situação que despertou preocupação, diante do histórico de violações de direitos, perseguições, desrespeito e ameaças sofridas pela comunidade.

A Cacica Cátia tem uma aguerrida luta pela preservação de seu povo e das terras pertencentes da Aldeia Patiburi, por isso sofre inúmeras ameaças de morte e foi inserida no Programa de Proteção de Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), executado na Bahia pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). “ Diante do cenário de insegurança e confronto vividos pelo povo Tupinambá de Belmonte, um drone sobrevoando a aldeia causa estranheza e preocupação. Essa é uma comunidade que vive sob constantes ameaças e medo”, comentou o secretário Carlos Martins, titular da SJDHDS.

Para o secretário, o episódio desperta atenção para a situação de vulnerabilidade da aldeia e dos indígenas. “A localidade é palco de incansáveis ataques, partindo de fazendeiros da região, que a qualquer preço querem tomar o território. Em virtude do conflito, a comunidade já sofreu um bloqueio econômico que resultou na perda da sua produção de cacau, acarretando numa crise de subsistência séria. Agora, o drone levanta suspeita de uma nova investida contra a produção econômica da comunidade, já que estamos na época da produção e colheita do cacau”, destacou Martins.

A Cacica Cátia conta que a presença do drone causou “muito medo. A comunidade está muito vulnerável e, nesse momento e com a situação do isolamento e da pandemia, essa vulnerabilidade só aumentou. Então, é uma situação absolutamente preocupante, pois estamos lidando com pessoas muito perigosas”, disse ela, ao tempo em que agradeceu o apoio da SJDHDS: “graças a essa articulação da SJDHDS e do apoio do secretário Carlos Martins é que eu estou viva. Ele está atendo as diversas situações e dificuldades enfrentadas pela população indígena da Bahia”, disse ela.

Segundo a Cacica, as imagens estavam sendo capturadas por dois homens. “A Polícia Militar foi acionada e conduziu um deles para prestar depoimento.  Agora o inquérito segue para a delegacia de Belmonte”, contou.

“A polícia foi extremamente ágil, desempenhando o seu papel com bastante eficácia e eficiência. O episódio será investigado pelas autoridades competentes e a SJDHDS vai acompanhar o caso”, concluiu Carlos Martins.


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