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terça-feira, 29 de setembro de 2020

Moradores questionam decisão de abrir o Capão para o turismo sem planejamento devido


 Sugestão é que abertura seja gradativa e só ocorra mediante implantação de protocolos de segurança sanitária,entre outras reivindicações 


Os moradores do Vale do Capão, na Chapada Diamantina, reunidos em torno do Conselho Gestor do Vale do Capão, estão contra à decisão municipal de liberar a entrada de turistas na região já a partir do mês de outubro. Nesta quarta-feira, dia 30 de setembro, às 10 horas, representantes do grupo levam sua insatisfação para um encontro com o prefeito Ricardo Guimarães na Câmara Municipal de Palmeiras. Vão apresentar uma proposta de retorno gradativo do turismo a partir de novembro, mediante condicionantes como a implantação de protocolos de segurança sanitária no Capão.  


Eles alegam que a Prefeitura de Palmeiras, município de onde o Capão é distrito, não tomou ainda as medidas necessárias para proteção da população local e dos próprios turistas, deixando todos apreensivos frente às ameaças da Covid-19. Lembram que a região só dispõe de cinco leitos para pacientes infectados pelo coronavírus no Hospital Regional de Seabra, que atende a uma população de cerca de 300 mil pessoas dos municípios da Chapada Diamantina.


Integrado por representantes comunitários em segmentos como comércio, turismo e cultura, além de moradores em geral, o Conselho Gestor do Capão tem como respaldo uma pesquisa que vem realizando com a população do vale, incluindo o segmento de hospedagem (donos de pousada e proprietários de casas de aluguel), que já aponta mais de 90% de desaprovação à abertura do Capão para o turismo no mês de outubro.


O CGVC considera “precoce” a abertura proposta pelo município uma vez que o Capão, que tem muitos idosos e outros grupos de risco, se encontra totalmente desprotegido. Fora a ausência dos protocolos de saúde, a Prefeitura, segundo o Conselho, não garantiu ainda o devido tratamento do lixo, não forneceu a segurança necessária para o trabalho dos guias de turismo (com EPI`s) e sequer prevê fiscalização nos locais de grandes concentrações, como a vila do distrito e suas trilhas principais. 


No encontro com o prefeito nesta quarta-feira, os moradores vão solicitar que suas reivindicações sejam atendidas pelo município até o dia 5 de novembro. São essas as reivindicações: 


1.     Implantação de barreira restritiva no começo da estrada Palmeiras-Capão (localidade de Pau Ferro)


2.     Permissão para a entrada de morador e parente de primeiro grau com comprovante de residência a partir de 5/10


3.     Permissão para entrada de turistas que tenham um vaucher do hotel ou pousada a partir de 05/11


4.     Criação de um plano de fiscalização, alinhado ao CGVC, com avaliação dos estabelecimentos comerciais aptos para abrir, estratégia de monitoramento dos casos suspeitos, testagem periódica e aleatória de pessoas da comunidade


5.     Monitoramento dos atrativos turísticos (parceria ICMbio e Prefeitura)


6.     Conclusão do banheiro público na vila


7.     Instalação de três lavatórios para mãos na vila


8.     Cuidado com o lixo: melhoria dos girais e da estratégia de coleta


9.     Reestruturação da feira: demarcação dos locais das barracas e ordenamento dos feirantes


 


O Conselho de Gestão do Vale do Capão (CGVC) é formado por associações e grupos atuantes da sociedade civil do Capão, que se uniram para colaborar no enfrentamento da pandemia da Covid-19, respeitando e divulgando medidas sanitárias e realizando campanhas educativas e de apoio à população local. 

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