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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Homens passam boa parte da vida sem ir ao urologista e risco de câncer de próstata aumenta


 Médico do Grupo Fleury alerta sobre a importância do acompanhamento da saúde e que visita frequente ao especialista deve ser priorizada em qualquer momento de vida 


Em meio ao momento pandêmico, as idas rotineiras aos médicos foram adiadas por muitos brasileiros, assim como a continuidade de tratamentos. Com a retomada das atividades, ainda é preciso de consciência e cuidado. Existe a necessidade de reforçar que é preciso continuar os acompanhamentos com os especialistas, e a chegada da campanha do ‘Novembro Azul’ mostra uma importância ainda maior quando o assunto é homens que, muitas vezes, passam boa parte da vida sem se consultar com um urologista.  


No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). De acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA), 65 mil ocorrências da doença são esperadas em 2020. No mundo, a estimativa é de que 75% dos casos ocorram a partir dos 65 anos e um dos principais fatores para isso, além da genética e a idade, é a falta de prevenção.  


“Muitos homens, após a entrada da adolescência, com 13 anos, só voltam ao médico depois dos 50 anos e, na maioria das vezes, motivados por sintomas que sinalizam problemas. O câncer de próstata, em sua fase inicial, tem evolução silenciosa. É na etapa avançada que pode provocar dores, dificuldade para urinar e insuficiência renal. Por isso é tão importante o acompanhamento da saúde”, explica o Dr. José Truzzi, coordenador da Urologia do Grupo Fleury, detentor da Diagnoson a+ na Bahia.   


A detecção precoce da doença possibilita um tratamento mais eficaz e melhor recuperação do paciente. Para isso, é necessário fazer o rastreamento com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos periódicos, sendo recomendados como forma de prevenção a partir dos 50 anos de idade, e aos 45 anos se tiverem fator de risco familiar. Os testes para prevenção e diagnóstico do câncer de próstata incluem o toque retal e o exame de sangue para checar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) – exames que são igualmente importantes e necessários.  


Além do acompanhamento médico é essencial ter uma boa alimentação, praticar exercícios físicos regularmente, manter o peso corporal adequado, evitar o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas. Muitas vezes por medo, tabu e desconhecimento, os homens acabam descuidando da saúde, o que dificulta a prevenção de diversas doenças e, principalmente, o câncer de próstata.  


 Tratamentos direcionados 

O rastreamento do câncer de próstata é recomendado dos 45 aos 75 anos de idade e deve ser feito anualmente por meio do exame de sangue, o PSA, e/ou por meio do exame de toque retal.  


Já para identificar os tumores mais agressivos, é possível realizar o Oncotype DX - Genomic Prostate Cancer (GPS), em que são estudados 17 genes para auxiliar na decisão entre acompanhamento clínico versus tratamento cirúrgico, associado ou não à radioterapia. Com todas essas informações, o exame auxilia os médicos na definição do diagnóstico de forma confiável e na tomada de decisão para estabelecer um plano de tratamento adequado.  


Estima-se que entre 5% a 10% dos casos de câncer de próstata são de origem hereditária. Assim, há, ainda, o Painel Câncer de Próstata Hereditário, que avalia 19 genes e tem por finalidade identificar o risco genético do câncer de próstata entre as gerações.  


Onde os testes estão disponíveis  


Todos os exames citados estão disponíveis para todo o Brasil por meio da plataforma Fleury Genômica.  

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