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domingo, 21 de março de 2021

Plantas para ter em casa: conheça os benefícios




 Nas ruas, as plantas trazem muitos benefícios: dão sombra, mantêm a umidade do ar e ajudam a purificá-lo, retêm partículas sólidas de poluição, atraem pássaros, insetos e borboletas que mantêm o equilíbrio ambiental, diminuem o calor e também formam uma barreira contra a poluição sonora.


Dentro de casa, não poderia ser diferente, especialmente em tempos de isolamento social. Segundo o Time de Ciências do Bem-Estar da Natura, cuidar das plantas pode ser terapêutico pois estimula o bem-estar, acalma, serve como um excelente passatempo e pode melhorar o relacionamento entre os moradores.


Se for uma casa com crianças, por exemplo, vai atrair a atenção delas e ajudar a acalmá-las em dias mais agitados. As crianças querem cuidar das plantas e vê-las crescendo a cada dia, e isso é diversão para elas”, explica Daniel Oliveira, engenheiro agrônomo e especialista em biodiversidade e inovação na Natura há 10 anos.


A ciência comprova

Além dos benefícios citados por Daniel, o Time de Ciências e Bem-Estar da Natura, com base em estudos científicos, detectou que a interação entre plantas e humanos, além de nos conectar com a natureza, traz benefícios para o indivíduo através do aumento de emoções positivas, imunidade, energia, sensação de conforto, vigor, relaxamento, produtividade, criatividade, atenção, memória e autoestima, tudo isso contribuindo para o aumento da nossa resiliência diante de tantas tensões no nosso dia-a-dia. No mapeamento, a cooperação também é beneficiada, mostrando que os benefícios podem ser extrapolados para o cuidado com o outro também. Ou seja: mais plantas, mais qualidade de vida, inclusive em dimensões relacionais.


E o que as plantas em casa ajudam a afastar? Segundo o mapeamento: nervosismo, hostilidade, raiva, confusão, depressão, desânimo, ansiedade, estresse, sensibilidade à dor, dor de cabeça e os riscos de obesidade e doenças crônicas.


Bora plantar?

Pode ser um vaso pequeno, uma planta suspensa, ou uma mini-horta na janela da cozinha. Por menor que sejam, elas só trazem vantagens. Daniel destaca principalmente a horta caseira, que permite que se tenha noção completa do ciclo da planta - do plantio à colheita – e gera interação entre os moradores, pois, depois de colhida, ela vai ser usada no preparo de pratos variados. “Cria uma nova interação na dinâmica da cozinha. Os pratos ficam diferentes, mais saudáveis, mais frescos, com novos sabores que favorecem a experimentação”, acrescenta.


Como fazer uma horta caseira

“Comece com temperos mais convencionais como manjericão, hortelã, alecrim, capim cidreira, cebolinha e salsinha e depois junte hortaliças nativas da sua região para explorar novos sabores”, aconselha. O engenheiro agrônomo, que também coordena o projeto Verde Cidadão, em Belém do Pará, voltado para ações de sustentabilidade com agricultura e reflorestamento em espaços urbanos, lembra que hoje se pode ter “pedacinhos” da Floresta Amazônica em casa sob a forma de hortaliças.


Pode-se plantar jambu, cariru, camapu - também conhecido como fisális -, chicória do Pará, espinafre-amazônico, minimaracujás nativos e guaranás da Amazônia. Todas elas são comestíveis e fáceis de se adquirir sementes ou mudas. Também se adaptam bem ao clima de outras regiões brasileiras.


Para uma mini-horta, podem ser usados espaços bem pequenos. “Pequenos vasos com temperos na janela da cozinha, paredes de uma área de serviço ou sacada. O importante é que pegue sol diretamente durante quatro horas do dia”, ressalta o agrônomo, que resume em cinco passos fundamentais a confecção da horta caseira.



Plantas para embelezar

Se você acha que não vai dar conta de uma horta caseira, as plantas ornamentais são uma ótima opção, pois requerem menos atenção. Não precisam de luz direta e podem ser regadas de uma a duas vezes por semana, se o tempo não estiver muito seco. É comum ter como opção samambaias e trepadeiras em vasos suspensos. No entanto, Oliveira recomenda o uso de plantas nativas, que ajudam a formar microclimas, atraindo mais pássaros, insetos e borboletas.


Há plantas nativas que são como um ‘coringa’, de fácil adaptação a qualquer ambiente. A costela-de-adão é uma delas. Pode ser tanto plantada em vaso no chão, como suspensa, pois ela também se comporta como uma trepadeira,” esclarece.


Os maracujás – há centenas de espécies nativas -, tanto o amazônico quanto o da Mata Atlântica, também embelezam o ambiente em vasos suspensos com flores e frutos que chamam a atenção. Ou seja, uma planta perfeita para contemplar enquanto respira fundo, antes da meditação, por exemplo.


Para vasos maiores, no chão, os pés de pitanga e jabuticaba, além de ficarem muito bonitos, também dão frutos. Se você tem uma sacada, um canto especial próximo a uma janela e quer uma planta mais alta, a dica é a palmeira-juçara.


Projeto Verde Cidadão

“Trazer o verde de volta para a cidade e para dentro das casas é uma forma de reconexão das pessoas com a natureza”, avalia Daniel, que há quatro anos idealizou o projeto Verde Cidadão em Belém do Pará e já estuda ampliá-lo para a região Sudeste, em São Paulo.


Desde 2016, o Verde Cidadão realiza na capital paraense ações ambientais e culturais que defendem a sustentabilidade como exercício da cidadania. Comprometidas com uma cidade mais verde, estimulam os moradores a buscar soluções para problemas ambientais.


Além de ocupar espaços abandonados com agricultura e jardinagem, o projeto também capacita os participantes para gerarem emprego e renda, colocando em movimento toda uma cadeia produtiva. “Dessa forma, nós acionamos o pequeno produtor que fornece a terra, o catador que coleta as latas que serão transformadas em vasos e as pessoas que trabalham nessa customização, fazendo dos vasos objetos de arte”, conta.  


Ao estimular esse tipo de ação, mesmo que seja com plantas dentro da casa das pessoas, o coordenador do projeto acredita que se abre uma porta para a conscientização:


“Quando trazemos a planta de volta para o cenário urbano ou para dentro de casa, aquele espaço, por menor que seja, já se modifica. Muda a ‘vibe’, a casa fica mais agradável, mais aconchegante e isso faz com que as pessoas olhem mais para as questões de sustentabilidade e preservação ambiental. É um começo, um primeiro passo para reestabelecer nossa conexão com a natureza”, conclui.

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