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sábado, 13 de março de 2021

População precisa ficar atenta aos cuidados com arboviroses


 Fotos: Bruno Concha/Secom

 

A cidade está empenhada no combate ao coronavírus, mas é preciso ficar alerta também com as arboviroses dengue, zika e chikungunya. Mesmo com uma redução de mais de 90% no número de casos em comparação ao início de 2020, deve-se manter os cuidados e ficar de olho nos sintomas, que podem se confundir com a Covid-19.

 

A dengue é dividida em quatro sorotipos, porém com características parecidas. Além disso, o mosquito Aedes aegypti também transmite a zika e a chikungunya. Na maioria das vezes, os sintomas são febre e manchas na pele, independente do agente causador.

 

A epidemiologista Cristiane Cardoso, que é coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), explica que a pessoa pode ter dengue mais de uma vez, sendo que de forma mais grave, podendo levar a óbito. “A dengue tem uma evolução mais complexa, principalmente onde já circularam e circulam os quatro sorotipos”, afirmou.

 

Para ela, existe uma preocupação com a probabilidade de uma dengue mais grave – a hemorrágica, por exemplo – por conta da resposta imunológica. “A pessoa em princípio não começa com quadro hemorrágico. Existe um tempo na evolução da doença para que ela passe da clássica para a grave. É neste momento que é preciso ter essa atenção para não evoluir”, disse a especialista.

 

Sintomas e tratamento – Um dos pontos que diferenciam as três arboviroses são as dores nas articulações, comuns em quem contrai chikungunya – mas, sem um teste diagnóstico mais claro, é difícil distinguir uma da outra. Na zika, uma das características são as manchas e coceiras na pele – se agravar, pode evoluir para a síndrome de Guillain-Barré, que causa paralisia dos membros inferiores e outras sequelas.

 

Uma das outras gravidades da zika é quando a infecção ocorre em gestantes, pois os bebês podem nascer com a síndrome congênita do vírus. “Não é só microcefalia, mas tem outros acometimentos como a total impossibilidade de movimento, processos convulsivos, e até mesmo problemas oftalmológicos e de surdez. Ou seja, um conjunto de problemas de saúde que o bebê apresenta e a microcefalia passa a ser um deles”, alertou Cristiane.

 

Para as três arboviroses, é indicado o uso de paracetamol para amenizar as dores. No entanto, o mais seguro é consultar um médico, que vai prescrever o tratamento mais adequado para cada caso.

 

Dengue x Covid – Sobre a diferença nos sintomas entre a dengue e a Covid, a epidemiologista falou que a semelhança se deve à febre e dor no corpo. No entanto, o coronavírus provoca problemas respiratórios, ao contrário da dengue.

 

Prevenção – A coordenadora do Cievs lembrou que ações simples são essenciais para evitar a proliferação do mosquito. “É muito mais rápido e sustentável se você puder fechar o tanque, virar as garrafas, limpar o quintal e ver se não tem nenhuma larva diariamente. É importante que cada um cuide do seu espaço. A prevenção está na mão de todos nós”, concluiu Cristiane.

  


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