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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Mulheres estão em destaque nas obras do VLT

 


As mulheres estão em destaque nas obras do VLT e estão revolucionando o setor da construção civil. 


Um novo grupo de trabalhadores começa a se sobressair nas construções do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Salvador e Região Metropolitana: o das mulheres. Em áreas tradicionalmente masculinas, engenheiras, soldadoras, mestres de obras e sinaleiras demonstram que as mulheres na construção civil já desempenham um papel de destaque.


Segundo informações da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), entidade ligada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) do Governo do Estado, no trecho que vai da Ilha de São João à Calçada, parte do Lote 1,166 mulheres já estão presentes nos canteiros de obras. 


No Lote 2, que conecta Paripe a Águas Claras, há quase 40; no Lote 3, a porcentagem aumenta para 31%.


"A mulher sempre foi responsável pela organização e administração do lar, e também demonstra que sabe gerenciar uma obra com cuidado e a atenção necessária." Como engenheira civil, fico satisfeita ao ver essas mulheres ganhando seu espaço, que antes era exclusivamente masculino. Essa presença feminina é fruto de uma política pública de inclusão do Governo do Estado, voltada para superar as barreiras de gênero na construção civil”, enfatizou Teresa Lavigne, engenheira da CTB.


Além de promover a contratação de mulheres, a empresa investe em iniciativas de capacitação que expandem as oportunidades em diversas áreas, como engenharia, operação de máquinas, elétrica, soldagem e funções de suporte.


Dentre as trabalhadoras do Lote 1, encontra-se Jaqueline da Silva Conceição, mestre de obras responsável por coordenar equipes e assegurar o progresso da execução em campo. "Sou muito grato pela oportunidade de liderar uma equipe diversificada. Há muitos desafios e preconceitos. Alguns homens acreditam que as mulheres devem ficar em casa cuidando das crianças, mas não, as mulheres devem estar onde quiserem”, declarou.


Fernanda Sampaio dos Santos, uma soldadora de 33 anos, enfrenta diariamente o desafio de equilibrar tarefas que exigem força e precisão na fabricação de peças para a construção civil e a maternidade. Ela é mãe de filhos gêmeos. "É uma alegria enorme saber que estou contribuindo, de alguma maneira, para um projeto dessa magnitude, de grande relevância para a cidade, e que futuramente poderei mostrar e dizer às minhas filhas: 'participei disso'."


Joice Nogueira Costa Fiais, engenheira eletricista encarregada de liderar processos de alta complexidade técnica, comentou sobre o desafio, que é caracterizado pela necessidade de ser reconhecida e respeitada. "Diariamente, busco demonstrar, por meio de muito diálogo, que somos competentes para ocupar o cargo. Atualmente, a maioria dos homens já confia em mim, porém houve grande resistência. É igualmente maravilhoso ver mulheres negras ocupando posições de liderança. Essa presença aumenta na minha equipe a cada dia.”


No Lote 2, em Paripe, a engenheira eletricista Jucicleide Dias da Cruz, 39 anos, conquistou não apenas uma oportunidade de emprego, mas também uma melhor qualidade de vida. Após 15 anos, participa de um projeto próximo de casa. "Resido em Periperi e sempre exerci minha profissão em outro estado. Surpreendentemente, a obra do VLT que abrange a minha região surgiu. Hoje, posso simplificar minha rotina como mãe, chegar mais cedo ao trabalho e em casa e dedicar mais tempo à minha família", avaliou.


Imagem: Thuane Maria/GOVBA

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