O cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e Irã mal teve início, e as alegações recíprocas de violação aumentaram as dúvidas sobre o término do conflito no Oriente Médio. As acusações de ambos os lados acontecem em meio às incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e desacordos quanto à extensão da trégua, especialmente no que diz respeito ao Líbano, país onde Israel continua realizando ataques. Teerã acusou Washington de não honrar o acordo, e o chanceler Abbas Araghchi declarou que os EUA precisarão optar entre manter o cessar-fogo ou prosseguir com a guerra por meio de Israel.
O Paquistão, responsável pela mediação do acordo, afirma que a trégua abrange o Líbano, informação que a Casa Branca contesta. No entanto, o frágil cessar-fogo teve um impacto imediato nos mercados de petróleo e financeiros. A situação do Estreito de Ormuz segue indefinida.
Menos de 24 horas após anunciar o cessar-fogo, Israel executou seu ataque mais intenso ao Líbano desde o começo do conflito com o Hezbollah, resultando em pelo menos 254 mortes e 837 feridos. Bombardeios atingiram o centro de Beirute e mais de 100 alvos supostamente associados ao grupo xiita respaldado pelo Irã. Os israelenses usaram aviões de guerra para demolir prédios inteiros, causando incêndios e devastação em grande escala na capital do Líbano.
O governo de Israel declarou que a trégua de duas semanas não abrange o Líbano, uma posição que foi posteriormente corroborada pelo presidente Donald Trump, que descreveu o conflito como “separado”.

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