Recortes:
A lista de poderosos que se beneficiaram do crescimento meteórico do Banco Master cresce a cada dia. Dessa vez, documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado apontam repasses milionários da instituição controlada por Daniel Vorcaro a escritórios de advocacia e empresas ligadas a políticos, ex-ministros e um ex-presidente da República. Segundo dados da Receita, o banco pagou R$ 18,5 milhões a Henrique Meirelles e R$ 14 milhões à Pollaris Consultoria, de Guido Mantega. Também foram registrados R$ 10 milhões ao escritório do ex-presidente Michel Temer e R$ 6,4 milhões a escritórios ligados a Antônio Rueda, presidente do União Brasil. Os documentos também indicam repasses a empresas do Grupo Massa, da família do governador Ratinho Jr. (PSD), incluindo R$ 21 milhões à Massa Intermediação e R$ 3 milhões à Gralha Azul Empreendimentos. Há ainda pagamentos de R$ 12 milhões à BN Financeira, ligada à nora do senador Jaques Wagner (PT-BA). Procurados, os citados afirmaram que os serviços prestados foram regulares. (Folha)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que o caso do Banco Master tem impacto negativo sobre a imagem do Supremo Tribunal Federal e relatou ter tratado do tema diretamente com o ministro Alexandre de Moraes. Em entrevista ao portal ICL Notícias, Lula disse ter alertado o magistrado sobre os riscos à sua trajetória, citando o papel de Moraes no julgamento dos atos de 8 de janeiro, e sugeriu que ele esclareça eventuais vínculos e se declare impedido em casos que envolvam interesses relacionados. A esposa de Moraes firmou um contrato milionário com o Master. (ICL)
Enquanto isso, o ministro do STF André Mendonça disse a interlocutores que não pretende homologar automaticamente uma eventual delação premiada de Vorcaro no caso Master. Segundo relatos, o ministro planeja comparar o conteúdo da proposta com os achados da Polícia Federal nas investigações em curso e só validá-la caso traga elementos novos e relevantes. A expectativa é que tanto a proposta inicial de delação quanto a conclusão das apurações da PF sejam apresentadas até meados de maio. (CNN Brasil)
Já o ministro Alexandre de Moraes enviou ao plenário do STF uma ação do PT de 2021 que questiona os limites para acordos de delação premiada. Relator do caso, Moraes liberou o processo para julgamento, cabendo ao presidente do STF, Edson Fachin, definir a data da análise pelos demais ministros. A ação, apresentada em 2021, busca estabelecer parâmetros constitucionais para o uso do mecanismo, podendo resultar na fixação de regras ou restrições para acordos desse tipo. A decisão da ação pode impactar a delação premiada de Vorcaro. (g1)
Malu Gaspar: “Lula finalmente compreendeu que abafar o caso Master ou circunscrevê-lo à oposição não é uma possibilidade. As pesquisas vêm mostrando que o STF está com a imagem enlameada e, embora o escândalo não atinja diretamente o Palácio do Planalto, a sujeira pode respingar no governo”. (Globo)
Pedro Doria: “Mais da metade dos eleitores brasileiros podem mudar de voto até 2026. Mas quem é esse grupo que não aceita anistia para Bolsonaro, mas também não confia no STF? Os dados exclusivos da nova pesquisa Meio/Ideia revelam o perfil das mulheres que vão decidir a eleição”. A análise completa no Ponto de Partida. (Meio)
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Foto: Mauro Pimentel/AFP
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