Foto: Reprodução/PF
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, corre contra o relógio para entregar ainda na próxima semana a proposta de delação premiada de seu cliente, que, como conta Malu Gaspar, incluiria o pagamento de multas bilionárias. A expectativa dos advogados é ter a delação homologada rapidamente, dado o impacto das revelações, mas os investigadores da Polícia Federal estão céticos, duvidando que Vorcaro vá contar logo tudo o que sabe. A pressa da defesa tem motivo: o banqueiro teria pelo menos R$ 10 bilhões em fundos não identificados no exterior, e teme que os gestores dessas aplicações possam sacá-las à revelia. Com a delação e a identificação desses fundos, eles seriam bloqueados pela PF. (Globo)
Os números do caso Master impressionam. O banco pagou mais de meio bilhão de reais a 91 escritórios de advocacia entre 2022 e 2025, segundo documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado. A farra do Master mostra que ao menos 15 bancas receberam mais de R$ 10 milhões no período, incluindo alguns dos principais escritórios do país. Entre os maiores beneficiários está o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, que recebeu R$ 80,2 milhões entre 2024 e 2025. Outro relatório de posse da CPI mostra operações em dinheiro vivo, garantias com valores inflados e repasses a empresas de Nelson Tanure, que nega ser sócio oculto do Master. O próprio Vorcaro ainda desembolsou cerca de R$ 60 milhões para financiar eventos internacionais de alto padrão ao longo de 2024, segundo documentos da PF. As despesas incluem fretamento de jatinhos, shows, brindes de luxo e distribuição de bebidas, em encontros que reuniram autoridades e convidados brasileiros em Londres, Nova York e Lisboa, incluindo eventos paralelos ao Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”. (Folha)
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