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sábado, 15 de setembro de 2018

Comércio varejista recua 3,1%


Em julho, comércio varejista recua 3,1 %.

O comércio varejista baiano registrou no mês de julho queda nas vendas de 3,1%, quando comparado a igual mês do ano de 2017. No mesmo sentido, o varejo nacional também retraiu suas vendas em 1,0%, em relação à mesma base de comparação. 

Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no estado baiano registrou taxa negativa de 1,1%. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).A retração no volume de vendas registrado em julho pode ser atribuída à perda de confiança dos consumidores quanto ao desempenho da economia nos últimos meses. 

Apesar do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) ter registrado elevação de 2,1 pontos em julho, o nível de elevação ainda é considerado baixo em termos históricos, sugerindo que o lento crescimento no mercado de trabalho e incerteza quanta a atividade econômica ainda continua influenciando o consumidor. 

Essa constatação pode ser percebida no resultado do Índice de Confiança do Comércio (ICOM) também da FGV que caiu 0,8 ponto em julho, ao passar de 89,6 pontos para 88,8 pontos, considerado o menor nível desde agosto de 2017 (84,4 pontos). Esse comportamento reforça a ideia de que o setor continua sento atingido pelo comprometimento da atividade econômica. 

Além do que, de acordo com o IBGE, no ano passado houve a liberação de recursos do FGTS entre março e julho, influenciando as vendas.Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a julho de 2017, revelam que três dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento positivo. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (18,0%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,4%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (5,6%). 

Quanto aos demais apresentaram comportamento negativo, são eles: Livros, jornais, revistas e papelaria (-21,5%); Tecidos, vestuário e calçados (-16,3%); Combustíveis e lubrificantes (-16,1%); Móveis e eletrodomésticos (-2,0%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,8%). No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registraram variações negativas os subgrupos de Móveis, e Eletrodomésticos, com taxas de 5,7%, e 0,1%, respectivamente. Enquanto no subgrupo de Hipermercados e supermercado a variação foi positiva em 0,8%.

Quanto aos segmentos que mais influenciaram, em julho, o comportamento negativo das vendas na Bahia tem-se: Combustíveis e lubrificantes; Tecidos, vestuário e calçados; e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.  Em contrapartida ao comportamento positivo de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; e Outros artigos de uso pessoal e doméstico.

No caso do segmento de Combustíveis e lubrificantes houve elevação dos preços dos combustíveis, acima da variação média de preços, comprometendo negativamente o desempenho da atividade. Já o comportamento de Tecidos, vestuário e calçados está atrelado à queda do nível de confiança na atividade econômica. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista volta a registrar queda nas vendas revelando que a instabilidade econômica começa a compromete ramos de atividades essenciais para o setor de comércio varejista.

Em julho, o segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que comercializa produtos de caráter de uso essencial e de estética exerceu a maior influência positiva para o setor. A razão para esse movimento se explica pelo aumento da procura de medicamentos dados as promoções e concorrência no setor.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico exerceu a segunda maior contribuição positiva. Essa atividade foi influenciada pela Líquida Bahia 2018 que se verificou nos dias 28 de junho a 6 de julho, envolvendo o comércio de rua e os shoppings centers na capital e no interior. Esse ramo engloba diversos segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos, etc., que comercializam, principalmente, produtos de menor valor agregado. 

COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO - O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, em julho, variação negativa nas vendas de 0,8%, em relação a igual mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, essa trajetória se inverte e o setor registra variação positiva de 3,5%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou acréscimo nas vendas de 5,8% em relação a igual mês do ano anterior, embora em ritmo crescimento menos intenso quando observado ao mês imediatamente anterior (13,8%). 

Nos últimos 12 meses, o crescimento no volume de negócios foi de 11,2%.Em relação ao segmento Material de Construção, as vendas no mês de julho foram negativas em 2,2%, comparado ao mesmo mês do ano de 2017. Nos últimos 12 meses as vendas cresceram 6,5%. 

A instabilidade no período pode justificar a decisão dos consumidores por adiar gastos com materiais comercializados pelo ramo.

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