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sábado, 5 de junho de 2021

Microbiota intestinal: equilíbrio para a saúde


 Nutricionista aponta cuidados para manter a flora equilibrada  




Mais do que processar alimentos e contribuir para a digestão, o intestino exerce também funções que impactam diretamente no humor, no sistema nervoso e na imunidade. Pesquisas revelam que 70% das células do sistema imunológico vivem no intestino. Além disso, cerca de 90% da serotonina é produzida pelo órgão. Para manter a integridade da mucosa e o funcionamento regular, entretanto, são necessários trilhões de micro-organismos que compõem a chamada "microbiota intestinal", sem a qual – sugerem estudos – até o desenvolvimento do cérebro poderia ser afetado. Mas como esses micro-organismos interferem na saúde e quais os cuidados para manter a flora intestinal equilibrada?  


Segundo a nutricionista Camila Avelar, doutora em Alimentos, Nutrição e Saúde pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o ponto chave está na alimentação. "A saúde do nosso intestino depende do que a gente come. Comer mais alimentos de origem vegetal, uma maior quantidade de fibras, ajuda muito. (...)", explica a nutricionista, que elenca também outros cuidados importantes. "Consumir de 3 a 5 porções de frutas e legumes todos os dias, beber pelo menos 2 litros de água, praticar atividades físicas são fatores que ajudam, de forma direta e indireta, na saúde intestinal. E dormir bem, diminuir o consumo de produtos industrializados, corantes e carne vermelha, aumentando alimentos de origem vegetal", reforça.  

  


Prebióticos e probióticos  

Além da dieta diversificada e de estratégias alimentares para o equilíbrio da microbiota, pesquisas revelam que a suplementação de prebióticos – componentes que afetam beneficamente a atividade de bactérias desejáveis no cólon – e probióticos – "bactérias benéficas" – pode ser uma aliada, em termos de saúde e qualidade de vida. "Prebióticos são fibras que têm a capacidade de gerar um aumento da fermentação de bactérias benéficas ao intestino. E probióticos são esses micro-organismos que exercem efeito positivo no aumento de alguns ácidos graxos de cadeia curta, no aumento da saúde intestinal e imunológica. Então eles se equilibram", esclarece Camila Avelar.  


De acordo com a nutricionista, no entanto, prebióticos e probióticos só devem ser prescritos mediante acompanhamento profissional e conforme as necessidades de cada paciente. "A suplementação deve ser feita sempre de forma individualizada. Cada indivíduo é único, então não dá para dizer que a suplementação é igual para todo mundo, nem que funciona da mesma forma", observa a especialista.  


Estudos científicos mostram que apenas de 10% a 20% das bactérias do intestino são iguais, entre os indivíduos, o que significa que a microbiota difere de pessoa para pessoa de acordo com fatores como alimentação, estilo de vida, qualidade do sono e estresse, influenciando na saúde, no apetite, no peso e até no estado de ânimo.  


  


Fórmulas personalizadas  


Para estimular o crescimento de bactérias benéficas no cólon e contribuir para o equilíbrio do trato gastrointestinal, fórmulas personalizadas a partir da avaliação de cada paciente, na dose certa, trazem resultados importantes, segundo especialistas.  


De acordo com a farmacêutica Rosana Amorim, gerente técnica da Singular Pharma e especialista em fórmulas manipuladas, cosmetologia e homeopatia, alguns exemplos de prebióticos, como o Fibregum (que atua estimulando o crescimento de bactérias benéficas no cólon e reduzindo a glicose no sangue), o Psyllium (fibra solúvel natural que ajuda no controle do apetite, fazendo com que nosso corpo tenha diminuição da absorção de gorduras e colesterol), Inulina (polissacarídeo da frutose, que reduz os níveis de triglicerídeos e inflamação no caso de colite), o FOS (que estimula o crescimento bacteriano seletivamente), o XOS (fibras prebióticas para grávidas, bebês e crianças) e Litesse (fibra solúvel para alimentos e bebidas), podem ajudar no bom funcionamento do intestino, desde que prescritos por profissional especializado.  


Já os exemplos de probióticos – aponta a farmacêutica – incluem Bifidobacterium animalis, B. breve, B. bifidum, B. infantis, B. lactis, B. longum Lactobacillus acidophilus, L. bulgaricus, L. casei, L. crispatus, L. curvatus, L. delbrueckii, L. fermentum, L. gasseri, L. helveticus, Streptococcus thermophilus, entre outros, que – associados – têm efeitos no controle de sintomas da síndrome do intestino irritável, na digestão, redução dos quadros de diarreia, absorção de nutrientes e homeostase da flora intestinal. "Podemos associar os lactobacilos conforme a necessidade do paciente, aumentando, assim, a eficácia do tratamento", explica Rosana Amorim, gerente técnica da Singular Pharma.  


  


Fonte  Singular Pharma    

Imagem EMPEA

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